Relatório do IBGE evidencia as desigualdades do mercado de trabalho

De acordo com o levantamento, o salário dos homens era quase 30% maior que o das mulheres em 2017. Brancos também ganham mais do que os pretos e pardos

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Os dados gerais do IBGE revelam que os brancos ganham, em média, 72,5% a mais do que os pretos ou pardos. Os homens também levam vantagens sobre as mulheres, com um salário 29,7% superior. Os dados se referem ao ano de 2017.

As atividades com predominância de pretos e pardos são as que concentram os menores salários. São elas: agropecuária, com 60,8% de participação de pretos ou pardos; construção civil, 63,0%; e serviços domésticos, 65,9%. O setor doméstico é essencialmente composto por mulheres: são 5,8 milhões contra 475 mil homens.

Os setores de educação, saúde e serviços sociais têm leve predominância de brancos (51,7%) e de pessoas com ensino superior, 52,6%.

Diploma e grupo etário

Em relação ao grau de escolaridade, a participação de mulheres com ensino superior completo no mercado de trabalho é 2,5 vezes maior que o das profissionais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Entre os homens, essa relação é de 1,5.

Em 2017, o total de mulheres desocupadas era de 14,6%; entre os homens, a taxa era de 10,9%. Já o grupo etário com maior desigualdade de gênero é o de jovens de 14 a 29 anos, em que 26,3% do sexo feminino estavam desocupadas contra 19,7% do lado masculino.

As informações compõem a pesquisa Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira, que evidencia um Brasil marcado por discriminação de gênero e segregação racial no mercado de trabalho.

desigualdade no mercado de trabalho

Foto: Shutterstock

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