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Maioria no alunado, mulheres também querem ser reitoras

Presença feminina cresce cada vez mais na educação, refletindo na liderança não só das instituições como de departamentos e órgãos reguladores do setor. O avanço, contudo, ainda esbarra na falta de diversidade

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No CNE (Conselho Nacional de Educação), na Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e no Semesp, a liderança está nas mãos de mulheres. No setor público, reitoras e vice-reitoras representavam 30,2% das 63 universidades federais existentes no Brasil no ano de 2017, revelou uma análise apresentada no 17º Colóquio Internacional de Gestão Universitária. Enquanto isso, no setor privado, elas até se conhecem entre si e por vezes trocam figurinhas, mas a quantidade é silenciosa, um mistério.

mulheres reitoras
Mulheres em cargos de gestão tornam ambiente mais humano e aumentam o rendimento (foto: Envato Elements)

As reitoras de instituições de ensino privado são geralmente eleitas, para além de suas competências, pela linha de sucessão familiar. Segundo apuração da redação, percebe-se que a ocupação desse lugar por mulheres, acontece principalmente nas IES cujos negócios são de família, invariavelmente branca e onde a rotatividade do cargo é baixa. Além disso, cada instituição estabelece seu período para novas eleições, fatores que podem dificultar um levantamento durável e preciso sobre quantas ocupam a reitoria no setor privado.

Leia: Ocupando cargos iguais, mulheres ainda ganham até 34% menos que homens

Uma das poucas certezas nesse campo é que, entre mais de 2000 instituições de ensino, não se acha nenhuma mulher negra como reitora. “Não se acha, simplesmente porque não existe”, afirma o professor José Vicente, reitor da Unipalmares, a única representativa nesse sentido. Mas as mulheres querem e cada vez mais se preparam para alcançar a reitoria.

Disposição para o cargo

Fernanda Serva é pró-reitora de pesquisa e pós-graduação e também ação comunitária na Unimar (Universidade de Marília), em São Paulo. Ela é uma entre as que vêm durante anos se preparando para atingir o cargo máximo de uma instituição e por lá, é certo de que o caminho se seguirá por aí. Atualmente, esse lugar é do fundador, Marcio Mesquista Serva, seu pai, enquanto a vice-reitora é sua irmã, Regina Lucia Losasso Serva. “Meu pai sempre propiciou que eu e minha irmã ocupássemos essa posição. O apoio para uma liderança feminina é muito importante para a mudança de cultura nesse aspecto”, diz.

a pró-reitora afirma ainda que na Unimar 70% dos cargos de gestão e docência são ocupados por mulheres, o que para ela, estabelece um canal de escuta importante tanto com a administração, como com a docência e os alunos. “Há uma forma de condução e acolhimento diferente que eu gosto muito”, conta.

Esse é o mesmo pensamento de Silvia Teixeira, reitora da Unisanta (Universidade Santa Cecília), em Santos-SP, cuja estrutura administrativa é parecida com a da Unimar; passada de pai para filho e que ela e os irmãos Lúcia e Marcelo Teixeira, encabeçam. Para a reitora, mulheres nos altos cargos agregam habilidades diferentes e propiciam uma instituição muito mais humana, para além dos ganhos financeiros.

“Mulheres favorecem esse perfil mais voltado para o social, inclusivo, flexível, empático e resiliente”, justifica.

O relatório Women in Business and Management: The Business Case for Change, da ONU, revela justamente que mulheres em cargos de alta gestão geram rendimentos 20% mais elevados. “Por isso precisamos construir modelos de gestão que promovam igualdade e que as empresas e instituições passem a valorizar essa questão pois muda completamente a visão empresarial”, conclui Silvia Teixeira.

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