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Startup brasileira apresenta soluções para substituir o uso de cadáveres

Mais de 50 instituições já utilizam os produtos da Csanmek, que também oferece consultoria e treinamentos dados por professores especialistas

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Em torno de uma mesa de cirurgia, um grupo de alunos se debruça sobre um cachorro para observar seus batimentos e a circulação de seu sangue. Envolvidos intensamente com a operação, eles chegam a se esquecer de um detalhe: o cachorro é de mentira.

Fabricado nos Estados Unidos, o produto está no portfólio da edtech brasileira Csanmek, que também distribui os corpos sintéticos humanos produzidos pela empresa SynDaver.

Com ossos, conjunturas, músculos, órgãos e tendões, os modelos têm grau de realidade igualmente impressionante e substituem o uso de cadáveres reais, que além de caros, envolvem muita burocracia.

Com estes produtos, as atividades de consultoria e as plataformas que desenvolve para a utilização de tecnologias 3D, a startup fundada em 2014 já conseguiu entrar em mais de 50 instituições brasileiras e estrangeiras que oferecem cursos na área da saúde, entre elas a Faculdade das Américas (FAM), a Universidade de São Caetano do Sul (USCS), a Uninove e a Faculdade São Leopoldo Mandic.

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O cadáver sintético é uma forma de potencializar as práticas de metodologias ativas durante as aulas e ainda, segundo o CEO da edtech, gera menos custo que um cadáver comum para as instituições de ensino (foto: Csanmek)

Ampliação do leque

No início, a Csanmek tinha como público-alvo apenas as instituições de ensino superior, mas aos poucos percebeu oportunidade para trabalhar com cursos técnicos e de ensino médio.

A startup também foi além da oferta de produtos e passou a capacitar os professores quanto ao uso de recursos tecnológicos e metodologias ativas de ensino.

“A venda do produto já estava atrelada à oferta de um programa de formação para os docentes. Porém, após da realização de diversas viagens internacionais, descobrimos que o problema dessas ações está na inadequação do treinamento. A partir daí, começamos a investir pesado nos cursos de capacitação, explica o CEO da Csanmek, Claudio Santana.

Em vez de enviar um técnico de informática às escolas e instituições de ensino, a edtech passou a trabalhar com professores com PhD em anatomia e especializados no equipamento para orientar os docentes.

Mesa cirúrgica 3D

Antes da Csanmek, Santana atuou em uma empresa sueca que desenvolvia uma espécie de mesa anatômica para medicina, mas que não era voltada para alunos universitários. O empreendedor então propôs uma parceria de criação de produtos para instituições de ensino, mas a ideia não foi aceita.

Ao sair da empresa, Santana buscou um equipamento que se adaptasse às instituições e fundou a startup. Um dos primeiros produtos foi a Plataforma Multidisciplinar 3D, que exibe modelos tridimensionais detalhados de todos os sistemas do corpo humano para treinamento de cirurgias e dissecações virtuais. O equipamento custa de R$ 200 mil a R$ 400 mil, mas também pode ser alugado.

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A edtech oferece produtos com atlas anatômicos com mais de 6500 estruturas identificadas e interativas (foto: Csanmek)

Cursos repaginados

“Temos um braço da nossa empresa que é uma consultoria: nós desenvolvemos cursos de Medicina do zero ou repaginamos um que já exista para atender às exigências do MEC”, revela o fundador. Essa consultoria é feita, atualmente, com seis instituições de estados como Santa Catarina e São Paulo.

Apesar do viés educacional, a edtech também está de olho na área clínica hospitalar. A partir de junho deste ano, haverá o lançamento de um sistema de inteligência artificial para detecção de tumores no corpo do paciente.

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