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Em 3 anos, Afya cresce com fusão e verticalização

Ao mesmo tempo que avança na aquisição de novas instituições de ensino, Afya se estabelece no nicho de healhtechs. Cerca de 40% da classe médica brasileira consome algum serviço do grupo


Mantenedora de 35 campus (e mais cinco à espera) divididos em graduação e pós-graduação, em 12 estados, a Afya, resultado de uma fusão em 2019, possui também oito startups de saúde; quatro delas adquiridas só em 2020, em meio à pandemia, a um total de R$300 milhões.

Ao ampliar sua atuação e dominar a corrida nesse ramo, a Afya se vê muito tranquila, tendo em foco um objetivo do tamanho de seus investimentos: ser a principal referência em educação e tecnologia da área médica.

A transformação digital é uma realidade a ser abraçada por todas as áreas e a rede, que é especializada em soluções em saúde, não só entendeu isso como se anteviu.

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Para além da inovação que busca implantar nas matrizes curriculares de medicina em suas instituições, o portfólio da rede se amplia às healthtechs: startups de serviços digitais voltados para o suporte à rotina médica, o que engloba a telemedicina – já tão vista e utilizada em aplicativos diversos; prescrição eletrônica, prontuário eletrônico e gestão de consultório, também conteúdo e tecnologia para a educação médica, entre outros.

Afya
A empresa detém ainda 10% de toda a graduação médica brasileira (Foto: divulgação /assessoria)

Na formação, as inovações se concentram em método próprio e tecnologia com atividades e cursos importantes para a vivência hospitalar como PHTLS, ATLS, ACLS, etc., por meio de plataformas e ferramentas que auxiliam e preparam profissionalmente seus estudantes.

“Há, ainda, o preparatório para a prova de residência médica, por meio da plataforma Medcel e que conta com taxa de 87,7% de aprovação nos exames”

Luiz Cláudio Pereira, diretor de ensino da Afya

As mensalidades da graduação em medicina do grupo vão de R$8.051,75 a R$10,078,02, dependendo da instituição.

Ampliação da atuação

A empresa concretizou sua estratégia de negócio a partir de uma visão inovadora de atuação e desde julho de 2020 intensificou sua estratégia digital em meio à pandemia, chegando ao nicho de healthtechs. Pautada com frequência nos cadernos de economia e veículos especializados, geralmente pela aquisição de um novo empreendimento milionário, de lá para cá a rede adquiriu oito startups na área de saúde, sendo elas PEBMED, Medphone, iClinic, Medicinae, Medical Harbour, Cliquefarma, Shosp e RX PRO, dando início a um ecossistema robusto de educação e tecnologia voltados para esse setor.

Até o final de 2021, dados revelados à imprensa pelo CEO Virgílio Gibbon, mostram que os investimentos têm dado certo: cerca de 40% da classe médica nacional (220 mil médicos), consomem algum tipo de serviço da Afya. A empresa detém ainda 10% de toda a graduação médica brasileira e possui parceria com mais de 400 hospitais, clínicas e prefeituras.

O crescimento rápido e robusto do grupo gera tranquilidade: “Nosso olhar sobre a concorrência é sempre muito positivo e há espaço para todos no mercado. Trabalhamos apenas para que o aluno nos veja como sua melhor opção”, conclui Luiz Claudio Pereira.

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Mayara Figueiredo

Jornalista | repórter na Plataforma Ensino Superior

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