Conheça o programa de pós-graduação em Ciências do Envelhecimento

O programa é da São Judas e tem como coordenadora, Adriana Saldiba, que lidera ações para ampliar estudos sobre o tema e dar suporte aos idosos

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A Universidade São Judas tem uma relação antiga com a população idosa. Não à toa. Seu primeiro campus foi instalado na Mooca, tradicional bairro da zona leste de São Paulo que concentra um alto índice de moradores acima de 60 anos. Estima-se que 20% da população local esteja na terceira idade.

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Depois de anos realizando ações para esse público, inclusive programas de extensão acadêmica, percebeu-se a necessidade de dar um passo além. Foi assim que nasceu em 2011 o programa de pós-graduação em Ciências do Envelhecimento. 

Ciência do Envelhecimento idosos
Adriana Saldiba

Hoje coordenado por Adriana Saldiba, o mestrado interdisciplinar se dedica a estudar as doenças crônicas e degenerativas associadas ao envelhecimento, a manutenção da saúde e da funcionalidade nessa etapa da vida e os aspectos psicológicos e socioculturais associados ao processo. Trata-se de um dos poucos programas dedicados à temática. No Brasil todo, há apenas 13.

Além de contribuir com os estudos sobre o assunto, o programa da São Judas contempla projetos de extensão com parceiros públicos e privados que impactam diretamente a população-alvo. Um deles, realizado com a USP Leste e a Subprefeitura da Mooca, colabora com o programa “Bairro Amigo do Idoso no Brás e na Mooca”, que tem como meta transformar os dois bairros em referência (em termos urbanísticos, de mobilidade, de atendimento etc.) para a terceira idade. A iniciativa contempla diversas ações, mas devido ao isolamento provocado pela pandemia da covid-19, alunos e professores da São Judas têm se dedicado basicamente a ações de solidariedade nas últimas semanas, realizando compras para os moradores que devem evitar o contato social, para citar um exemplo.

Outra ação de destaque é a realização de cursos de atualização para os profissionais de saúde que atuam nas Unidades de Referência à Saúde do Idoso (URSI), ligadas às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Enfermeiros, fisioterapeutas, geriatras e nutricionistas são alguns dos especialistas que costumam se beneficiar da ação, conta a professora.

“As nossas ações, muitas delas realizadas com parceiros, têm um impacto muito grande na população idosa e também em nossa comunidade acadêmica. Os alunos da graduação e da pós têm a oportunidade de participar das ações e são sensibilizados pela temática. Soma-se a isso a grande procura pelo nosso programa de mestrado. Em breve, teremos também um doutorado. Só estamos esperando a aprovação da Capes”, finaliza a professora.

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