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Startup estimula a leitura dos alunos e oferece curso gratuito a educadores

Com mais de 30 mil livros digitais, a Árvore de Livros está presente em escolas de educação básica. Recentemente passou a oferecer curso online voltado ao ensino e aprendizagem da leitura

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O brasileiro lê 2,43 livros por ano, segundo o Instituto Pró-Livro. Contudo, esse baixo índice se cruza com os dados do último Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova internacional realizada pela OCDE para avaliar habilidades de leitura, matemática e ciências de alunos de 15 anos. Na prova de leitura, os brasileiros ficaram entre os últimos lugares: na posição 59 de uma lista com 72 participantes.

Sendo assim, essas dificuldades motivaram João Leal e André Stephano a fundar, em 2014, a Árvore de Livros, uma plataforma de leitura digital com exercícios, recursos de gamificação e campeonatos de leitura para estimular o hábito entre os estudantes.

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Além do mercado

Hoje o produto possui mais de 30 mil títulos diferentes e está presente em cerca de 500 escolas de educação básica públicas e privadas de todo o país, alcançando uma média de 200 mil alunos.

Filho de uma professora e de um vendedor de livros, Leal entende que a vontade de investir na educação tem ligação com a sua vida. “Acho que é paixão, um propósito de vida de contribuir para que o Brasil vire uma nação leitora. De fato, a leitura é fundamental para a sociedade”, defende o cofundador da edtech.

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João Leal, cofundador da Árvore de Livros (foto: divulgação)

A plataforma

Em resumo, quando a escola adota a plataforma de livros digitais ela passa a utilizar o modelo híbrido: os alunos continuam lendo no papel, mas também no digital.

Aliás, a Árvore de Livros também oferece apoio pedagógico aos educadores e disponibiliza relatórios que acompanham o desenvolvimento da leitura dos estudantes.

Vale lembrar que no acervo da Árvore há livros didáticos, para serem usados em sala de aula, e de interesse geral, que podem, inclusive, serem lidos no modo offline.

A plataforma faz um ranking dos alunos que mais leem em todo o país – outra forma, segundo Leal, de incentivá-los, pois eles ganham visibilidade e pontos. Em setembro deste ano, Kassio Rodrigues, aluno do 6º ano da escola pública municipal Carolina Perolina Raimunda Almeida, de Manaus, foi o estudante que mais leu dentre todas as escolas da Árvore, sejam elas públicas ou privadas.

Já na rede Colégios Vicentinos, em São Paulo, desde que o grupo passou a incluir o produto da edtech na escola, o hábito de leitura aumentou e hoje cada aluno lê cerca de dez livros por ano.

EAD e fusão

Sabendo da importância de oferecer ferramentas para que os professores consigam impactar seus alunos de forma positiva, a Árvore de Livros lançou recentemente um curso de ensino a distância gratuito para gestores e educadores voltado para novas abordagens e reflexões de leitura.

Com parceria do Instituto Singularidades, o primeiro curso conta com as professoras Roxane Rojo, doutora em Linguística Aplicada e professora da Unicamp, e Fátima Freire, pedagoga, mestre em Semiótica e filha do educador Paulo Freire.

Dado o seu crescimento, neste segundo semestre a Árvore de Livros fundiu-se com a edtech Guten, que oferece informações da atualidade para estudantes e visa desenvolver senso crítico. Juntas, elas se transformaram na Árvore Educação.

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