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Unifio amplia vagas de residência veterinária em parceria com Special Dog

Programa de bolsas visa aumentar oportunidades para aprimoramento profissional na área e faz parte da estratégia de divulgação da marca por meio de indicação especializada


Embora não seja obrigatória, a residência veterinária é uma etapa preparatória importante para a atuação profissional qualificada e para o direcionamento em uma especialização na área. Contudo, a oferta de vagas é escassa. No Unifio, centro universitário de Ourinhos, São Paulo, uma forma de atenuar essa demanda foi a parceria com a fabricante brasileira de petfood, Special Dog Company, por meio do Projeto Residentes. 


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“As vagas para residência veterinária são uma necessidade a nível nacional. Para termos profissionais mais capacitados no mercado e melhorar a medicina veterinária com um todo, é preciso aumentar muito as oportunides de aprimoramento”, explica o professor Marcos Cezar Sant’Anna, diretor do hospital veterinário e um dos responsáveis pelo projeto com a empresa.


Clínica Unifio-residência veterinária_divulgação
“Mão-de-obra especializada é praticamente escassa e um dos caminhos para aprimoramento é a residência”. Foto: divulgação

Além de custear duas bolsas na instituição, a marca também colabora com kits aos residentes e distribuição de seus produtos aos tutores e animais internados na clínica veterinária do campus. Além do Unifio, o projeto iniciado em março também contempla a Unesp Jaboticabal e Botucatu; todas as instituições escolhidas pelo grande número de atendimento em seus hospitais, voltados para o atendimento comunitário.

Viviane Moura, analista de parcerias educacionais da Special Dog

A ação também faz parte da estratégia de divulgação da marca por indicação dos veterinários. “A curto prazo, a indicação é nosso maior benefício e, a longo prazo, esse profissional terá uma lembrança da nossa marca, que será associada como uma marca parceira e de qualidade”, explica Viviane Moura, analista de parcerias educacionais da Special Dog Company. Segundo a representante, são cerca de 40 a 50 indicações mensais de seus produtos.

Para a Unifio, esse aporte representa também economia, uma vez que sem a doação de ração, inclusive do tipo patê/úmida para quadros delicados, teriam que ser custeados pela própria ou repassados aos tutores.

Otimização da clínica veterinária do campus

Atualmente, a instituição disponibiliza 14 bolsas em residência veterinária, distribuídas para áreas específicas – medicina e reprodução de grandes animais, atendimento a pequenos animais, cirurgia, medicina clínica e diagnóstico por imagem. “Essas duas vagas custeadas pela Special Dog vieram para somar no corpo clínico do hospital, o que melhorou nossa internação”, conta o professor. “Antes tínhamos que encaminhar o paciente para outro local porque não conseguíamos mantê-los aqui”.

Agora o atedimento funciona até às 22h, mas o acompanhamento clínico, incluindo as internações, são 24 horas. “Se temos pacientes críticos, conseguimos atender inclusive aos sábados e domingos, assistidos pelos aprimorandos com todo o suporte docente”, acrescenta Sant’Anna. A média de atendimentos pela clínica vão de 1.500 a 2 mil pacientes, por ano, revela o professor. Ele ressalta que a prestação de serviços à comunidade é uma forte preocupação da reitoria, além de entender a importância do projeto para aprimoramento de seus egressos.

Especialização e mercado para a medicina veterinária

prof Marcos Cezar SantAnna - Unifio_divulgação
Professor Marcos Cézar Sant’Anna, do Unifio

A formação veterinária é generalista e durante o processo, os alunos tendem a irem escolhendo áreas específicas. O professor Sant’Anna observa que apesar da grande oferta de pós-graduação sobretudo particular, a carga teorica é muito grande e a prática reduzida. “Com encontros de uma ou duas vezes por mês normalente, essas especializações não oferecem a ‘mão-na-massa’. A aplicação prática do conhecomento fica mesmo por conta  da residência, que exige cerca de 5 mil horas.”

O especialista acrescenta ainda que atualmente muito se fala em saturação de profissionais em todas as áreas, visto que só o diploma em si só já não basta; é preciso ter uma especialização. Ele cita que a exemplo de Ourinhos, para atendimento clínico geral existem muitos, mas se o paciente precisar de um nefrologista ou neurologista, esse número se reduz a zero; ortopedista, encontram-se dois ou três.

“A mão-de-obra especializada é praticamente escassa e um dos caminhos para aprimoramento é a residência”, conclui.

Abandono e maus-tratos a animais é crime. Quando se tratar de cão ou gato, a pena será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda. Art. 32 da Lei nº 9.605/98” . Denuncie.



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Mayara Figueiredo

Jornalista | repórter na Plataforma Ensino Superior