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A história que se repete por falta de uma educação para os direitos humanos
Publicado em 07/11/2013
Há 42 anos, o deputado Rubens Paiva desapareceu nas mesmas circunstâncias que o pedreiro Amarildo. A história se repete por falta de uma educação para os direitos humanos
Luciene Leszczynski
Inquérito recebido pelo Ministério Público no começo de outubro indicia dez policiais militares da UPP da Rocinha pelo crime de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido em julho depois de uma abordagem policial. Há 42 anos, o deputado federal paulista Rubens Paiva desaparecia nas mesmas circunstâncias ao ser levado a prestar depoimento à polícia. O caso é emblemático porque rememora aquela época, conhecida como anos de chumbo, quando era comum o sumiço de pessoas envolvidas com os movimentos que lutavam contra a ditadura estabelecida no país, e traz à tona uma discussão que vem ganhando fôlego no Brasil: a garantia dos direitos humanos.
O ocorrido, num primeiro momento, pode ser considerado “apenas” um caso de polícia, mas é muito mais profundo e atinge o coração do sistema de educação do país como um todo, em que o ensino tem um papel fundamental na mudança de valores da sociedade brasileira, que enfrenta a banalização da violência policial e ainda sofre com uma forte discriminação, seja de ordem racial, social ou de gênero. A violência contra homossexuais na Av. Paulista, a agressão a professores em sala de aula, o abuso sexual de mulheres, a exploração de crianças ou a surra de policiais em manifestantes encurralados estão entre os direitos humanos violados, contrariando princípios de liberdade, proteção e igualdade inerentes aos cidadãos.
O respeito a esses direitos também está no ensinamento de valores morais e éticos, que devem estar presentes desde a escola, mas inclusive na formação de profissionais em todas as áreas. É uma questão que precisa ser vista e incorporada à educação do país. Profissionais com princípios de direitos humanos presentes na sua formação dificilmente espancariam um jovem manifestante caído, como em casos recentes de repressão policial, ou xingariam os colegas médicos chegados de outros países para trabalhar. Questão de direitos humanos também é caso de educação.