Revista Ensino Superior | House of Cards: Cartas marcadas - Revista Ensino Superior
Personalizar preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudar você a navegar com eficiência e executar certas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies sob cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies que são classificados com a marcação “Necessário” são armazenados em seu navegador, pois são essenciais para possibilitar o uso de funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são cruciais para as funções básicas do site e o site não funcionará como pretendido sem eles. Esses cookies não armazenam nenhum dado pessoalmente identificável.

Bem, cookies para exibir.

Cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.

Bem, cookies para exibir.

Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego, etc.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.

Bem, cookies para exibir.

Os cookies de anúncios são usados para entregar aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que visitaram antes e analisar a eficácia da campanha publicitária.

Bem, cookies para exibir.

NOTÍCIA

Edição 229

House of Cards: Cartas marcadas

Já virou piada corrente nas redes sociais a comparação entre o cenário político brasileiro e a série House of Cards

Publicado em 10/05/2016

por Gabriel Jareta

 

Divulgação
Kevin Spacey, como Frank Underwood: diálogo direto com o espectador em meio a seus jogos de poder

 

Já virou piada corrente nas redes sociais a comparação entre o cenário político brasileiro e a série House of Cards (2013- ), produzida e veiculada pela Netflix. Não que não existam semelhanças entre a trama americana, que acompanha a ascensão de um inescrupuloso político democrata, e o jogo da política no Brasil. Estão lá os conchavos entre os congressistas, as intrigas palacianas, a traição, o arrivismo, o “toma lá, dá cá”, o jornalismo interesseiro, as exigências dos financiadores de campanha. Mas o que mais chama atenção são as constantes reviravoltas que, tanto na série quanto na realidade do Brasil atual, tornam a política um terreno imprevisível.

Atribui-se ao banqueiro e político mineiro Magalhães Pinto, um dos artífices do golpe militar de 1964, a seguinte frase: “Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou”. Atualmente na quarta temporada, House of Cards tem o mérito de traçar esses desenhos no céu como poucas produções foram capazes de fazer. O personagem principal da série é Frank Underwood (Kevin Spacey), um obstinado deputado democrata que, ao longo de mais de 40 episódios, convence, engana, trapaceia e elimina adversários, aliados e jornalistas em seu caminho para o poder, com o apoio quase incondicional da mulher, Claire (Robin Wright).

Os diálogos afinados e a narrativa ágil têm seu ponto alto na primeira temporada, quando as relações entre poder e imprensa são desnudadas de maneira didática. A série também inova ao quebrar a chamada quarta parede do teatro, nos momentos em que Underwood se dirige diretamente à câmera, fazendo do telespectador um cúmplice de suas negociatas. Mesmo que a audiência não “torça” pelo protagonista, ela não resiste a enxergar o movimento das nuvens no céu pelo buraco da fechadura.

Streaming
House of Cards é a primeira produção original da Netflix. Lançada em fevereiro de 2013, a série apresentou o modelo inovador de divulgação de conteúdo do serviço de streaming: todos os episódios de cada temporada são liberados na plataforma ao mesmo tempo, ao contrário das séries tradicionais de televisão, que geralmente apresentam um episódio por semana.

Bastidores
O presidente dos EUA é personagem frequente de produções audiovisuais americanas, seja enfrentando terroristas ou combatendo extraterrestres. Numa chave mais realista, a série West Wing: Nos Bastidores do Poder (1999-2006) apresenta o dia a dia do estafe que orbita ao redor do Salão Oval e seu ocupante, um presidente do Partido Democrata. A produção teve sete temporadas.

Descrença
A quarta parede é um conceito originário do teatro. Seria a parede imaginária que divide o espectador da ação ocorrendo à sua frente. “Quebrá-la” significa explicitar ao público que aquilo que se encena é, também, ficção – um recurso utilizado no cinema e na televisão para criar uma ambiguidade dentro da narrativa. Pode tanto aproximar quanto afastar a audiência.


FILMOTECA

Narrativas políticas
Poder, Estado, jornalismo e a vida comum dos cidadãos se entrelaçam nessa seleção de filmes dos EUA, Brasil e Itália, com diferentes matizes em relação à abordagem de fatos reais.

Todos os homens do presidente (1976)
Talvez o filme mais importante sobre jornalismo e política. Dirigido por Alan J. Pakula, acompanha os detalhes da investigação de dois repórteres do jornal The Washington Post (Robert Redford e Dustin Hoffman) no escândalo conhecido como Watergate, que levou à renúncia de Richard Nixon da presidência dos EUA, em 1974.

Bom dia, noite (2003)
Marco Bellocchio conta a história do sequestro e morte do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro pelo grupo extremista Brigada Vermelha em 1978, episódio que marcou profundamente aquele país. A narrativa se concentra na figura de Chiara (Maya Sansa), do grupo de sequestradores, dividida entre sua vida cotidiana e a tarefa de cuidar do refém.

O crocodilo (2006)
O diretor italiano Nanni Moretti, de O quarto do filho (2001) e Habemus Papam (2011), faz um filme dentro de um filme sobre a vida do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. O fio condutor da história é Bruno Bonomo (Silvio Orlando), produtor com problemas financeiros e pessoais que, sem querer, se vê diante da possibilidade de contar a história de Berlusconi.

Terra estrangeira (1996)
Os diretores Walter Salles e Daniela Thomas se valem de um registro em preto e branco granulado e esmaecido para contar a história de Paco (Fernando Alves Pinto), que emigra do Brasil para a Espanha, terra de sua mãe. Misto de romance e suspense, tem como pano de fundo a desesperança e o confisco da poupança durante o governo Collor de Mello.

Entreatos (2004)
Na reta final da campanha de Lula da Silva em 2002, João Moreira Salles acompanhou os bastidores da cúpula petista durante debates, viagens e no dia das eleições em que Lula saiu vitorioso. Hoje, 14 anos depois, é interessante observar, sob a perspectiva do tempo, as ações de nomes como José Dirceu e Duda Mendonça, depois envolvidos em escândalos.

Autor

Gabriel Jareta


Leia Edição 229

A crise e a escola

A crise e a escola

+ Mais Informações
House of Cards: Cartas marcadas

House of Cards: Cartas marcadas

+ Mais Informações
Quem entende os dicionários?

Quem entende os dicionários?

+ Mais Informações
Infância em destaque

Infância em destaque

+ Mais Informações

Mapa do Site

Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga. Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga.