Financiamento Fapesp: recursos para pesquisar e inovar

Linha de financiamento da Fapesp beneficia empresas que se associam a instituições de ensino para criar novos produtos e serviços. Os projetos podem começar com pesquisas envolvendo alunos e professores

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Ao contrário do que muita gente imagina, os recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) não se destinam apenas às instituições públicas de ensino. Da mesma forma, não são apenas alunos e pesquisadores de programas de graduação e pós-graduação que recebem o financiamento. Ligado ao governo paulista, o órgão também apoia a execução de pesquisa  científica e/ou tecnológica em empresas sediadas em São Paulo, com até 250 funcionários, interessadas em inovar para ganhar competitividade. Como todo projeto começa com uma pesquisa, a empresa deve destinar uma parte considerável dos recursos ao desenvolvimento de estudos e protótipos. Isso pode ser feito internamente ou com o apoio de empresas, consultores e institui-ções de ensino superior, incluindo as particulares.

A Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP está participando de aproximadamente dez projetos dentro dessa linha de recursos da Fapes. Cada um deles poderá receber até R$ 2,7 milhões em recursos não reembolsáveis, o valor máximo concedido por projeto. Em contrapartida, a Fapesp recebe um percentual do faturamento líquido gerado pela propriedade intelectual resultante do projeto financiado.

Uma das iniciativas já aprovadas envolve a empresa Civi City, que planeja o desenvolvimento de uma plataforma para levar informações médicas à população. Além de aumentar a conscientização das pessoas a respeito dos cuidados com a saúde, a empresa quer melhorar o acompanhamento médico de pacientes com doenças crônicas, ajudando-as a se lembrar dos exames que precisam fazer e dos medicamentos que precisam tomar. Grávidas, que também precisam de monitoramento constante, poderão se beneficiar igualmente.

Além de melhorar o atendimento médico da população, a solução ajudaria a reduzir as complicações decorrentes da falta de cuidados adequados, acreditam os idealizadores do projeto.  Os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) poderiam até cair nessa perspectiva.

Elaborado com pesquisadores da PUC, o plano prevê a divulgação das informações de duas formas: a partir de um aplicativo e em plataformas instaladas em postos de saúde. Todos os dados ficariam protegidos por recursos de validação e criptografia a fim de garantir às pessoas a segurança de suas informações.

De acordo com Daniel Couto Gatti, o diretor da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia  da PUC-SP, o projeto começará a ser executado em breve e envolverá a concessão de sete  bolsas de pesquisa para alunos de metrado,  doutorado e até de iniciação científica. A empresa não oferecerá necessariamente todas as bolsas para os alunos da PUC-SP, mas a instituição terá prioridade, considerando a parceria estabelecida desde o início.

Fapesp recursps

Foto: Shutterstock

Rede de contatos

A aproximação com a Civi City não ocorreu por acaso. A PUC-SP fez uma chamada entre o setor produtivo para se colocar à disposição das empresas interessadas em participar do programa da Fapesp. “Como o edital é voltado para pequenas empresas, muitas delas não têm experiência na realização de projetos de pesquisa científica e tecnológica. Muitas sequer têm  pesquisadores em seus quadros”, pontua Eduardo Savino Gomes, chefe do departamento de Computação.

Nesse processo, mais de 25 empresas foram atraídas pela proposta e muitas parcerias foram fechadas, inclusive fora do programa da Fapesp. De acordo com Gatti, esse contato com o setor produtivo não é exatamente uma novidade dentro da instituição, mas até hoje ele não foi sistematizado. A experiência recente, contudo, abriu os olhos da faculdade para o grande potencial de parcerias com o mercado.

Em sua opinião, o edital responde perfeitamente as demandas mais latentes das instituições de ensino: a inovação, a pesquisa e a
necessidade de estabelecer relacionamentos com o mercado. Os recursos do programa, contudo, estão sendo subutilizados. Por ano, estima-se que R$ 50 milhões deixam de ser executados, seja por falta de demanda seja por falta de documentação adequada, informa Demétrius Moura, consultor da Gtática e parceiro da PUC-SP. O cenário, portanto, é de oportunidades tanto as pequenas empresas paulistas como para as IES.

Projeto de iniciação científica sobre Niemeyer recebe recursos

A Fapesp também financia pesquisas científicas e tecnológicas de alunos de graduação matriculados em instituições públicas e privadas. Rolando Figueiredo, por exemplo, é estudante de arquitetura da Universidade Mackenzie e, com o apoio da Fapesp, realizou a pesquisa “As obras de Oscar Niemeyer para o Clube dos 500 em Guaratinguetá 1951-1953” sob orientação de Ruth Verde Zein. Foi um projeto de iniciação científica que, pelo ineditismo, recebeu o financiamento, o que comprova às demais instituições da rede privada a possibilidade de recorrer às Bolsas do órgão paulista.

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