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Quase 2 milhões de estudantes que pretendem ingressar no ensino superior ficam de fora. Financiamento estudantil ainda pode ser uma das saídas para aumentar as matrículas
Publicado em 22/05/2020
Dos 3,08 milhões de alunos não treineiros com até 24 anos que prestaram Enem em 2017, apenas 1,81 milhão ingressaram no ensino superior em 2018. Em outras palavras, mais de 1 milhão de jovens que pretendiam acessar o ensino superior ficaram de fora. Essas informações são apenas uma pequena parcela da imensidade de dados presentes no Mapa do Ensino Superior 2020, elaborado pelo Instituto Semesp e divulgado hoje, 21.
Leia: Inadimplência chega a 25,5% no ensino superior em abril, aponta instituto
Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, faltam políticas públicas de financiamento estudantil, uma vez que o Mapa revela o perfil desses estudantes que não ingressam na educação superior: 80% vêm de escola pública e 80% possuem renda familiar de até três salários mínimos.
Diante de um cenário de falta de incentivo às políticas públicas, o levantamento também apresenta o crescimento do financiamento estudantil criado individualmente por cada instituição de ensino, indo de 14,4% em 2014, para 34,8% em 2018.
Covid-19
Com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, há um agravamento da diminuição da renda do aluno e de sua família, o que interfere em corte financeiro — incluindo os estudos. Na visão de Ligia Pimenta, diretora do programa de parcelamento estudantil privado, CREDUC, para garantir captação e retenção, a instituição de ensino precisa, pelo menos, parcelar as mensalidades em mais vezes. “Enquanto a pós-graduação tem costume de alongar as parcelas [das mensalidades], a graduação ainda tem resistência. Na evasão é melhor oferecer parcelas do que desconto. Se a instituição não tem Fies e nem financiamento fica, fica complicado manter”, alerta a diretora.
Por falar em crise, a taxa de desocupação para quem tem ensino superior completo é 54% menor, aponta também o Mapa. Em outras palavras, ainda persiste a diferenciação entre quem tem diploma e quem não possui. “O que vemos é que quem tem nível superior terá problema em relação à renda, mas vai roubar emprego de quem tem apenas ensino médio”, diz Rodrigo Capelato.
Com uma população que atinge os 210 milhões de habitantes, baseados nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o Mapa também destaca o nível escolar dos brasileiros de 24 anos ou mais: 55 milhões possuem ensino fundamental; 44 milhões ensino médio; 19 milhões são graduados; 5,7 milhões especialização superior; 918 mil mestrado e 384 mil doutorado. “Se o Brasil busca ser um país de primeiro mundo precisa repensar sua política educacional. Sabemos a importância dos pesquisadores para o crescimento de uma nação e por aqui deve haver mais incentivo”, alerta Rodrigo.
Vale destacar que o Mapa do Ensino Superior – que este ano chega à sua 10ª edição – oferece um panorama completo da educação superior das redes privada e pública do país, por regiões, estados e suas mesorregiões, com dados sobre financiamento estudantil, valores de mensalidades e cursos mais procurados, números de matrículas nas modalidades presencial e EAD, alunos ingressantes e concluintes, perfil dos estudantes, taxas de evasão e migração, entre outras informações. Clique aqui para acessá-lo.
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