Startup leva realidade virtual e gamificação para os cursos de Medicina

A brasileira MedRoom desenvolveu um sistema virtual para os alunos explorarem o corpo humano. Unifaminas e Estácio já adotaram a tecnologia

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Imagine a seguinte cena: um aluno de Medicina coloca um óculos de realidade virtual (RV) e, com apoio dos recursos da gamificação, faz uma imersão no corpo humano. Além de enxergar os órgãos em tamanho aumentado, ele pode até fazer uma dissecação para estudá-los melhor.

É esse universo simulador e um tanto futurista que a startup brasileira MedRoom oferece às instituições de ensino superior desde o final de 2017. Atualmente, os recursos estão em uso em dois laboratórios do Centro Universitário Unifaminas, um em Belo Horizonte e outro em Muriaé. Cada um deles possui 16 estações (cada estação conta com um óculos de RV e um computador), totalizando 32 instalações, o que faz com que os laboratórios estejam entre os mais equipados do mundo nesse sentido.

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Em breve, o grupo Estácio também oferecerá a tecnologia a seus alunos. Em uma de suas unidades, haverá um laboratório com 25 estações, porém, até o final de 2020, todos os campi de saúde terão pelo menos uma estação, adianta Vinicius Gusmão, CEO da MedRoom. A tecnologia desenvolvida pela startup também está presente em duas instituições do México.

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Imersão no corpo humano por realidade virtual (foto: divulgação)

Tecnologia junto à aprendizagem

O sistema da MedRoom possui uma série de ferramentas para o aluno explorar o corpo de pacientes virtuais. Porém, para que todas as possibilidades sejam trabalhadas, os professores recebem treinamentos e orientações.

“A gente potencializa o ensino estimulando a criatividade do professor e a incorporação de novas tecnologias no ensino. É superdifícil adotar novas práticas, principalmente na área de medicina”, afirma Gusmão, que entende a importância do docente na transmissão do conhecimento. “Se a tecnologia não está inserida em um planejamento didático, dificilmente a ferramenta terá alguma função. Se eu colocar um corpo na frente do aluno e não falar nada, ele não vai aprender. Mas se o professor o guiar, o aprendizado se torna viável”, acrescenta.

Gusmão observa que a realidade virtual, realizada via óculos, é uma experiência individual que chega a um ambiente educacional cuja prática é coletiva – o professor dá aula, geralmente, para mais de 30 alunos. Porém, em função do alto custo, as instituições de ensino não conseguem oferecer óculos de RV para todos os alunos. O equipamento acaba sendo utilizado nos laboratórios, em aulas com conteúdo extraclasse e de monitoria, em que a quantidade de estudantes é bem menor.

Futuro

Há cerca de um ano no mercado, a MedRoom conta hoje com quatro instituições brasileiras, mas tem como meta chegar ao final de 2020 com 30 instituições. Em breve uma escola de educação básica entrará na lista de clientes. Em paralelo, o CEO conta que pretende chegar a consultórios médicos.

Com a licença anual mais barata girando em torno de R$35 mil, a startup busca aumentar seu faturamento até o final deste ano para R$5 milhões.

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Vinicius Gusmão, CEO da MedRoom, defende a importância do professor como mediador na aprendizagem em realidade virtual

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