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NOTÍCIA
Segundo pesquisa feita nos Estados Unidos, um dos motivos para o resultado é o aumento da desigualdade social
Publicado em 03/10/2014
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Estudo comprova que a diferença de desempenho entre alunos ricos e pobres está aumentando |
Não é novidade que estudantes ricos e pobres apresentam diferenças consideráveis no desempenho escolar. Mas que as distâncias entre um e outro estão aumentando, em vez de diminuírem, merece a atenção dos educadores. Sean Reardon, da Universidade Stanford, analisou os resultados do SAT, o exame de larga escala aplicado aos estudantes de ensino médio dos Estados Unidos, de 1960 a 2010 e comprovou que o hiato é 40% maior hoje em comparação com 30 anos atrás. Em 1980, os alunos de classes desfavorecidas registravam 90 pontos a menos que os de classes abastadas. Hoje, esse valor é de 125.
Em entrevista à Educação, Reardon contou que parte disso se deve ao aumento da desigualdade social, que nos últimos 40 anos cresceu substancialmente nos Estados Unidos. O segundo fator é a expansão dos investimentos feitos pelas famílias ricas na educação de seus filhos, gastos que comportam não apenas mensalidades de escolas, mas também o montante alocado na compra de livros, materiais educativos e atividades extraescolares. Em 1972, as famílias ricas gastavam US$ 3.536 por ano, valor que em 2006 atingiu US$ 8.872. Na base da pirâmide social, esses gastos foram de US$ 835 e US$ 1.315, respectivamente. O aumento da segregação social é mais uma das causas, ao lado da transformação cultural, que levou os pais a se importarem mais com a educação de seus filhos. Essa conclusão foi extraída de uma análise que mostrou os temas mais abordados em uma revista popular lida por pais americanos. Os temas ‘estimulação intelectual’ e ‘desenvolvimento socioemocional’, insignificantes até os anos 1920, tornaram-se preponderantes décadas depois. “Com isso, as famílias estão investindo não só mais recursos, como também mais tempo no desenvolvimento de seus filhos em atividades como leitura. Isso também é feito pelos pais de menor condição socioeconômica, mas em menor proporção”, afirma. O pesquisador, que veio apresentar os resultados de sua pesquisa em um evento promovido pela Fundação Lemann, também comentou a desigualdade brasileira. Uma evidência disso é o baixo número de adultos que têm ensino superior no país. “Porém, como o Brasil conseguiu reduzir suas disparidades sociais nos últimos anos, é possível que isso se reflita na educação. É um tema para pesquisar”, declarou.