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Inovação

A novidade no universo das redes vem da Índia

Por Allan Carlos Pscheidt: Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Snapchat, TikTok, Reddit, Clubhouse, Tumblr, QQ, Qzone, Sina Weibo, WeChat, Telegram, Wikipedia, Vkontakte… e agora Koo. Quantas redes sociais precisamos para ter contato com outras pessoas e receber informação diariamente? Quando o assunto entra na sala […]

Publicado em 16/12/2022

por Ensino Superior

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Por Allan Carlos Pscheidt: Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Snapchat, TikTok, Reddit, Clubhouse, Tumblr, QQ, Qzone, Sina Weibo, WeChat, Telegram, Wikipedia, Vkontakte… e agora Koo. Quantas redes sociais precisamos para ter contato com outras pessoas e receber informação diariamente?

Quando o assunto entra na sala de aula, alguns docentes concordam sobre o uso dessas redes para promover um ambiente de comunicação e divulgação de informações com os estudantes. Em 2020, quando surgiu o Clubhouse, era comum ver salas com mais de mil pessoas conversando sobre temas interessantes como o impacto da pandemia na qualidade de ensino.

Nesta mesma época, a Revista Ensino Superior publicou artigo (veja) sobre o potencial desta rede para eventos ou mesmo aulas online, aproximando pessoas e promovendo networking orgânico, sem a influência de algoritmo e publicidade naquele momento.

Koo é uma plataforma indiana que tinha em sua base cerca de dois mil usuários. Fundada em 2020 por Aprameya Radhakrishna e Mayank Bidawatka e com valor de mercado de 263 milhões, houve uma explosão de novas contas nas últimas semanas. Isto chamou a atenção. Na última atualização, disponibilizaram a língua portuguesa dentro da ferramenta.

Para entender: no Brasil reina o WhatsApp, mas entre as redes mais utilizadas está o Twitter, que possibilita informação e desinformação em massa. Após escândalos envolvendo o novo proprietário e CEO da Twitter Inc, Elon Musk, muitos usuários passaram a procurar novas redes. Um dos casos que mais repercutiram é a da farmacêutica Lilly, com queda de 4% das ações, após uma postagem sobre distribuição gratuita de insulina nos EUA por um perfil falso no Twitter se passando pela empresa.

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A Lilly havia adquirido o selo de verificação pelo pagamento de US$8, dentro da nova proposta de monetização de Musk. Com tudo isso surgiu o #ripTwitter e a procura por uma nova rede de microblog – possibilidade de publicar textos curtos – em substituição ao Twitter.

Com a possibilidade de publicar imagens, enquetes e fios – aquelas postagens seguidas que ficam “amarradas” em sequência –, a nova rede representa mais uma oportunidade para engajar e educar nos tempos atuais. Possibilita que estudantes criem projetos de divulgação científica, de educação em temas transversais como direitos humanos e pautas antirracistas, por exemplo.

Passou o tempo que docentes assistiam ao jornal dominical e discutiam assuntos com a turma na semana seguinte. Estudantes millenials e geração Z consomem conteúdo em tempo real, discutem em tempo real e sua atenção rapidamente se transforma. É um desafio para a educação conciliar o ambiente escolar de aprendizado com a forma como essas redes sociais demandam atenção o tempo todo. Para os docentes é uma oportunidade de diversificar as aulas e utilizar aquilo que chama a atenção para enriquecer o conteúdo das aulas.

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O uso de redes sociais em metodologias ativas de ensino e aprendizagem é uma etapa importante do aproveitamento da internet para atingir objetivos e educar. Houve uma transformação desde a invasão dos celulares nas salas de aula até o acordo de paz com a rede, quando a pandemia fez com que as atividades presenciais fossem suspensas. Docentes de diferentes gerações puderam aprender e experimentar diferentes métodos de ensino digital, construindo aquilo que chamamos de figital, o físico e o digital em harmonia, o ensino presencial que alimenta e é alimentado pelas oportunidades digitais, o síncrono em parceria com o assíncrono com o objetivo comum de formar novos profissionais para o mercado de trabalho e desafios dos novos tempos.

Entre piadas de duplo sentido – e que fizeram com que um dos fundadores até verificasse a necessidade de mudança de nome –, é fato que a nova rede caiu no gosto do brasileiro e da garotada que adora consumir conteúdo digital. É a oportunidade para docentes e empresas educacionais aproveitarem o momento para publicar conteúdo de qualidade por lá.

Longe de incentivar a FOMO na docência – do inglês fear of missing out, ou “medo de perder algo importante” –, é interessante saber que existe mais uma rede, em português, que pode ser explorada e utilizada como ferramenta digital para aulas e projetos interessantes. É urgente a necessidade de publicarmos conteúdo informativo por docentes e especialistas frente ao crescente das fakenews nos últimos anos.

 *Allan Carlos Pscheidt é professor no Centro Universitário FMU.

Autor

Ensino Superior


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