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Redação

O reconhecimento para a literatura acadêmica

Prêmio Jabuti agora incorpora pesquisadores e autores de obras acadêmicas

Publicado em 07/02/2024

por Sandra Seabra Moreira

Marcelo Knobel O físico Marcelo Knobel, da Unicamp, é o curador da 1ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico (foto: divulgação/CBL)

A Câmara Brasileira do Livro lançou no final de janeiro a 1ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, que contemplará obras científicas, técnicas e profissionais. São 29 categorias divididas em dois eixos, Ciência e Cultura e Prêmios Especiais. A iniciativa tem o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O eixo Ciência e Cultura abrange 27 áreas do conhecimento. O eixo Prêmios Especiais tem duas categorias: divulgação Científica e ilustração. Haverá as tradicionais homenagens com o reconhecimento de personalidade acadêmica e livro acadêmico clássico. A escolha da personalidade acadêmica é tarefa exclusiva da CBL. Já as indicações para o livro acadêmico clássico – obras atemporais, ainda relevantes e presentes na memória dos estudantes –  acontecem por meio de consulta pública, já aberta no site do Prêmio, e posterior escolha da CBL e curadores.

 

Celebração 

A curadoria do Prêmio Jabuti Acadêmico é do físico Marcelo Knobel, reconhecido por suas pesquisas na área de nanomagnetismo. É professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde já atuou como reitor e pró-reitor de graduação. Ele afirma que o prêmio é “uma oportunidade única para destacar a diversidade e a profundidade da pesquisa acadêmica brasileira, oferecendo aos acadêmicos uma plataforma para reconhecimento e celebração de suas contribuições significativas para o conhecimento e a sociedade”. 

A premiação também conta com um conselho curador composto por Carlos Benedito de Campos Martins, Gislene Aparecida dos Santos, João Carlos Salles Pires da Silva, Maria Paula Cruz Schneider, Poli Mara Spritzer e Virginia Sampaio Teixeira Ciminelli.

Para Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro, com a iniciativa do Prêmio Jabuti Acadêmico “a CBL não apenas reconhece a excelência acadêmica, mas também reforça seu papel central na promoção da cultura e do saber em uma sociedade cada vez mais baseada no conhecimento”. 

 

Quem pode e como participar

Além de estar de acordo com as regras da CBL para a publicação de livros – basicamente, ter ISBN e ficha catalográfica –, as obras devem ter sido publicadas no ano de 2023, nos formatos impresso ou e-book. Uma obra pode ser inscrita em mais de uma categoria. Podem participar autores brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros com residência permanente no Brasil. As obras impressas fora do país, que atendam aos critérios de elegibilidade, também poderão participar da premiação.

As inscrições estarão abertas até 19 de março no site do Prêmio – www.premiojabuti.com.br/academico. Haverá desconto no valor da inscrição para quem realizá-la até 28 de fevereiro. Autores e editoras premiados receberão a estatueta do Jabuti. Para o autor, além da estatueta, o prêmio é de R$ 5 mil.

 

– – –

 

Formação de docentes 

 

Definitivamente, a formulação de novas regras para os cursos de licenciatura EAD é só um dos problemas para o MEC no âmbito da formação de professores. Pouco contemplada entre as vinte metas do PNE que agora chega ao fim, e praticamente ignorada pelos últimos governos, a diversidade das populações brasileiras – que vai além das categorias urbana e rural – requer uma atenção específica. Dados do Censo 2022 do Inep apontam que falta formação superior para os profissionais que atuam em terras indígenas, comunidades rurais, assentamentos e quilombolas. 

“81% dos professores da educação básica têm formação superior. Quando tratamos da realidade de terras indígenas, comunidade rural, assentamentos e quilombolas, esses números são bem distintos”, afirmou Evandro Costa, coordenador-geral de Políticas de Educação do Campo do MEC, numa edição do Ciclo de Webinários que precedeu a realização da Conae nacional.  Ele apresentou os dados para embasar o debate. 

28% dos professores que atuam em terras indígenas no país têm formação superior. Nas comunidades rurais são 69%, nos assentamentos chega a 62,3% e nas comunidades quilombolas, 62%. A falta de formação docente se soma a precariedades da estrutura física, como saneamento básico, e falta de acesso à internet. Um novo PNE é a chance de estipular metas e alterar essa realidade. 

Não resolver essas precariedades é determinar a falta de educação de qualidade – com preservação de suas culturas e conhecimentos – para 5.253.939 estudantes de escolas rurais (14% do total de estudantes da escola básica pública), sendo que cerca de um milhão são de assentamentos da reforma agrária, terras indígenas e comunidades quilombolas. Há mais duas centenas de estudantes nas terras indígenas e comunidades quilombolas urbanas.  

 

Autor

Sandra Seabra Moreira


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