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Apesar de surto da variante Ômicron, campi nos EUA negam obrigatoriedade da vacina

Dezenas de instituições de estados conservadores do sul e oeste do país se amparam em decisão judicial de juiz nomeado na gestão Trump para negarem vacina

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Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. REUTERS/Kevin Lamarque

Nos EUA os estados possuem autonomia em suas leis e a decisão de Stan Baker, um juiz federal nomeado por Trump com base na Geórgia, não chega a proibir os mandatos de vacinação, mas a rejeição dele à política de Biden deixa muitas instituições sujeitas às ordens de seus governadores, que abraçaram e ampliaram as hostilidades da era Trump em relação aos requisitos para máscaras e vacinas.

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A probabilidade de novos fechamentos de seus campus foi deixada clara pela tradicional Cornell University, que fechou o campus principal no centro de Nova York e mudou os exames finais para o online, após contabilizar mais de 900 novos casos de covid em uma semana. Cornell tem exigido vacinação no campus durante todo o semestre e, como instituição privada, não é afetada pelo mandato de Biden ou pela ordem do juiz Baker contra ele.

“Precisamos fazer o que pudermos para limitar ainda mais a propagação, embora estejamos apenas alguns dias do final do semestre”

Presidente da Cornell, Martha Pollack, em uma nota para a comunidade do campus da Ivy League.

Outras instituições forçadas nos últimos dias pela covid a retomar o ensino online incluem a Middlebury College e a DePaul University – ambas também privados e que mantiveram os requisitos de vacinas no campus.

Por Paul Basken, para a Times Higher Education

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