A pergunta que todos querem saber: os egressos estão empregados?

Semesp vai realizar uma ampla pesquisa nacional com pessoas que fizeram curso superior. O objetivo é saber se elas estão trabalhando e quanto ganham

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Há muitas maneiras avaliar um curso de graduação. O MEC costuma ver o percentual de mestres e doutores no corpo docente, se os conteúdos curriculares possibilitam a efetiva formação profissional, se há articulação entre teoria e prática, se os laboratórios são adequados e uma série de outros aspectos. A empregabilidade dos egressos, contudo, não é medida.

Mas nesse momento de crise econômica, a existência desse indicador ajudaria a melhorar a percepção da sociedade em relação às instituições de ensino superior, acredita Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, entidade que representa instituições de ensino superior privadas no Brasil.

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O motivo é que setor está atravessando uma de suas piores crises de valor em função do alto número de graduados em cargos que não exigem formação superior – para não falar do número de desempregados.

“Ao contrário do retorno de investimento que o ensino superior dava em relação ao aumento de salário, hoje o único retorno que ele tem dado é quase uma chance de empregabilidade. Quer dizer, o retorno não é mais o mesmo”, alertou Capelato durante a 2ª Jornada da Empregabilidade, realizada em parceria com o Gupo A e a empresa Simplicity.

Índice de empregabilidade

Diante desse quadro de crise, Rodrigo Capelato acredita que as instituições de ensino superior precisam reforçar para a sociedade seus atributos de valor, entre eles a geração de empregos.

Para isso, a entidade iniciou uma ampla pesquisa nacional para levantar dados inéditos sobre o tema. Entre 14 de outubro e 29 de novembro, egressos de todo o país serão convidados a responder, em linhas gerais, se estão empregados, se trabalharam na área de formação e qual é a faixa salarial.

O questionário está sendo enviado pela entidade e pelas instituições de ensino superior privadas que aderiram à campanha. Os resultados serão divulgados em fevereiro.

Caso seja possível obter uma amostra de no mínimo 300 instituições de ensino, será publicado um ranking das 50 IES com maiores índices de empregabilidade.

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Rodrigo Capelato durante evento (foto: Semesp)

Mercado de trabalho

Vale lembrar que as transformações sociais estão mudando o perfil do trabalhador que o mercado está buscando. Hoje necessita-se não apenas de conhecimento técnico, mas, principalmente, habilidades socioemocionais, como criatividade, empatia e capacidade de trabalhar em grupo.

“O ensino básico está dando um banho no superior ao seguir a BNCC [Base Nacional Comum Curricular] e desenvolver habilidades socioemocionais em alunos de dez anos, enquanto o ensino superior ainda discute se é bom ou não”, afirmou Tito Ribeiro, coordenador de Produtos e Inovação da Fundação Estudar durante o evento.

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Luiza Ribeiro, responsável pela área de talentos e diversidade do Itaú, contou que o banco busca profissionais que saibam resolver problemas, independentemente do curso do candidato, se é Biologia ou Engenharia, e tampouco da universidade. O perfil profissional mudou e o modelo hierárquico também. “Hoje buscamos um líder cada vez mais próximo, além de ambientes de trabalho abertos. Não queremos competição. Queremos colaboração e visamos quem busca gerar valor muito mais do que lucro”, detalhou.

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