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A expansão do ensino superior passa pela oferta de cursos a distância

Essa é a crença da mineira Samba Tech, que desenvolveu uma plataforma de vídeos para as instituições hospedaram conteúdo e promover a integração dos alunos. Kroton, Estácio e PUC-Minas estão entre os clientes

Publicado em 05/04/2019

por Redação Ensino Superior

shutterstock_1059537224-samba-tech-ead Foto: Shutterstock

Considerada umas das empresas mais inovadoras do mundo por um ranking norte-americano, a mineira Samba Tech oferece plataformas de hospedagem, gestão e distribuição de vídeos para diversas áreas. Devido ao avanço da educação a distância, o ensino superior se tornou seu principal cliente. Mas para entender a importância da marca no mercado, é necessário voltar ao tempo.

A época é 2005, ano da criação do YouTube e do consequente boom dos vídeos online. E é nessa onda que a Samba Tech surfou, como gosta de lembrar o diretor de marketing, Pedro Filizzola. A empresa surgiu em 2004 com ênfase no mercado mobile, só que cinco anos depois, quando o mercado multimídia estava carente, eles começaram a oferecer plataformas para os canais de TV divulgarem seus vídeos na internet de forma segura e personalizada. Ao surfar, se tornaram referência e os leques se ampliaram.

Desde sua criação, foram mais de 20 prêmios, entre eles o Red Herring North America, que a reconhece como uma das empresas mais inovadoras do mundo junto a gigantes como Skype e Google, e o Prêmio FINEP de Inovação | Ministério de Ciência e Tecnologia 2007.

ensino superior ensino a distância

“Temos percebido que o modelo híbrido faz cada vez mais a diferença, pois o sentimento de pertencimento é essencial”, Pedro Filizzola, diretor de marketing da Samba Tech (foto: divulgação)

Vídeo como diferencial no EAD e curso híbrido

A Anhanguera foi a primeira cliente de ensino superior da empresa. Com a compra da instituição pela Kroton, a Samba Tech passou a atender todo o grupo. PUC Minas e Estácio são outros clientes.

“Quando começamos a focar nesse mercado [ensino superior], percebemos que a forma de as instituições se expandirem, sem precisar construir polo e prédios, era por meio do ensino a distância. Nesse contexto, o vídeo seria um dos diferenciais”, revela o diretor de marketing.

Com DNA de inovação, hoje a empresa desenvolve não apenas uma ferramenta tecnológica, mas também funcionalidade, interatividade e sentimento de comunidade, segundo Filizzola, para que os estudantes possam, mesmo a distância, se sentirem parte de um grupo.

Atrelada a esse espírito de comunidade, a plataforma se baseia no modelo de classe invertida, pois permite que os alunos troquem informações depois de assistirem às videoaulas. Na opinião do diretor da Samba, essa metodologia tende a crescer na educação, pois contribui com a retenção dos alunos.

O próprio uso de vídeos no processo educacional também deve aumentar, acredita o diretor de marketing, pois as instituições já perceberam a importância do recurso para se destacar no mercado e melhorar o processo de aprendizagem. “As instituições de ensino superior fazem trabalho de multimídia. Têm grandes grupos educacionais que possuem mais estúdios que emissoras de TV, produzindo conteúdo 24 horas”, analisa.

“Além da valorização do vídeo, a interação, a construção de comunidades também está em alta. A gente conversa muito com lideranças de grandes instituições de ensino porque atendemos boa parte delas. Temos percebido que o modelo híbrido faz cada vez mais a diferença, pois o sentimento de pertencimento é essencial”, revela o executivo.

A plataforma da Samba Tech ainda gera análises dos conteúdos hospedados. Com isso, as IES conseguem ter controle dos vídeos mais vistos e o perfil da audiência. Graças a esse recurso, uma instituição que trabalhava com vídeos de uma hora ficou sabendo que, em 15 minutos, a maior parte das pessoas saía. Com isso, os vídeos foram encurtados e passaram a reter os alunos, relata Filizzola.

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Autor

Redação Ensino Superior


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