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Ensino híbrido é aposta de startup para engajar os alunos

Plataforma de aprendizagem oferece conteúdos para sala de aula invertida e ainda facilita o planejamento do professor

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A troca de mais de 20 anos em sala de aula pelo empreendedorismo foi a forma que o professor Rafael Sanchez encontrou para tornar o ensino mais personalizado e instigante.

Sanchez é cofundador e diretor de operação da Scaffold Education, startup que desenvolveu um ambiente virtual de aprendizagem híbrida para as escolas colocarem em prática a chamada sala de aula invertida. Nessa metodologia, os alunos estudam em casa (individualmente ou em grupo) e utilizam os momentos em sala de aula para a realização de discussões, estudos de caso e trabalhos em equipe.

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A plataforma também pode ser usada para o planejamento das aulas e para o contato com os pais dos alunos. Instituições de ensino superior não são clientes, mas a equipe está aberta para parcerias.

Em inglês, scaffold significa andaime e a palavra transmite o que os fundadores buscam para a educação. “Na nossa visão, o modelo tradicional de escola se compara a uma escada. Quantas opções eu tenho quando estou em uma escada? Apenas subir ou descer. Já o andaime é uma estrutura flexível, que permite adaptações”, explica o diretor de operação da startup, criada em 2016.

Os sócios de Sanchez são Sara Hughes, CEO da empresa, e Carlos Renato Trecenti. Os dois são fundadores da escola bilíngue Fourc, e conheceram o professor quando ele passou a dar aulas na instituição.

A Fourc foi a primeira escola a adotar a plataforma da Scaffold. Depois dela, vieram a Associação Cultura Franciscana (ACF), a escola Professor Pimentel e a U-Grad, para citar alguns dos clientes. O serviço é cobrado mensalmente e calculado com base no número de alunos.

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Rafael apresentando a startup durante a feira Bett Educar deste ano (foto: divulgação)

Educação flexível

Pela plataforma é possível trabalhar com trilhas de aprendizagens e atividades que identificam quais são as habilidades fracas e fortes dos alunos. A partir disso, o professor pode elaborar planos de ensino individualizados para desenvolver, inclusive, habilidades socioemocionais. Um dos desejos de Sara e Rafael é preparar os estudantes para o mercado de trabalho, seja para lidar com as pessoas, seja para enfrentar desafios.

A startup também oferece consultoria para as escolas que desejam trabalhar com vídeos educacionais. Uma pesquisa da Pearson Education aponta que o YouTube é o método preferido dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2005) para aprender.

“O que tem nesses conteúdos online que geram engajamento nos jovens? Será que não conseguimos pegar a parte boa disso e elaborar conteúdos educacionais igualmente interessantes?”, indaga o diretor da empresa. Em sua opinião, isso é possível e como exemplo ele cita uma animação feita para mostrar a importância das abelhas para o ecossistema.

Os caminhos

Convidada, a Scaffold se instalou no prédio de startups do Bradesco, a inovaBra habitat, localizado em São Paulo. Outro reconhecimento veio da InovAtiva Brasil, programa de aceleração do Ministério da Economia em parceria com o Sebrae, que selecionou a empresa para uma atividade.

“O desenvolvimento da plataforma nunca vai acabar. Estamos começando uma jornada de pensar em personalização de aprendizagem e, conforme as escolas forem adotando essa prática, surgirão outras necessidades. Por isso, queremos estar conectados com elas para suprir as necessidades que forem surgindo”, revela o professor e empreendedor.

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