Universidade Evangélica de Goiás recebe novo status do ministro Milton Ribeiro

Recém-reconhecida com status de universidade, a instituição comemora o alcance do objetivo traçado há 74 anos, e trabalha na restruturação de pensamento, para entre outras coisas, não depender apenas das mensalidades. O ministro da Educação entregou ofício pessoalmente em Anápolis

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Universidade Evangélica de Goiás
Foto: divulgação

Em 1947, nove líderes evangélicos de cinco igrejas criaram em Anápolis, Goiás, a Associação Educativa Evangélica, com o objetivo de atuar na educação rural e urbana, adquirindo logo em seguida o Colégio Couto de Magalhães. Passados 74 anos, chega-se à Universidade Evangélica de Goiás, e mais seis faculdades e três colégios, do infantil ao ensino médio, num total de 15.000 alunos. Tradicional na cidade de Anápolis e região, a busca agora é para ser uma das mais importantes do estado.

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O ministro da educação, Milton Ribeiro, foi a Anápolis entregar o ofício com a portaria nº 351, de 27 de maio de 2021, que conferiu à UniEvangélica o status de universidade. Na ocasião, o ministro, que é pastor da igreja presbiteriana, exaltou o credenciamento universitário. “Quando um centro universitário passa de categoria, ele toma um novo status, até mesmo o reitor. Então, ela vai se abrigar agora em temas de pesquisa, de pós-graduação e extensão e, assim, dar esse status a todos os alunos que agora vão se formar aqui”, destacou. “Isso é histórico”.

As implicações da mudança

Universidade-Evangélica-alunos-de-enfermagem
Alunos do curso de enfermagem (foto: divulgação)

“Por que se transformar em universidade? Porque julgamos que essa é nossa contribuição para a sociedade. Embora mestrado, doutorado e pesquisa sejam atividades deficitárias, são necessárias para o pleno desenvolvimento do país”, diz Augusto Ventura, chanceler e presidente da Associação Educativa Evangélica.

Essa missão é também o que norteou a manutenção e ampliação do curso de pedagogia, diz ele. “Se nós somos uma instituição de ensino, manter pedagogia é incentivar os jovens a lecionarem.

Mantemos o curso por julgarmos importante para a cidade e o país”. A preocupação com a qualidade do ensino perpassa toda a instituição, comprovada pela nota 5. “Temos compromisso com o ensino de qualidade para a região de Goiás e Mato Grosso. E para ampliar as oportunidades, o recurso é o crescimento do ensino a distância, sempre resguardando nosso legado de uma educação inclusiva e de qualidade”.

Com esse novo status, a universidade parte agora para jornada de mudança cultural. Vai em busca dos ex-alunos para, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, conseguir recursos para o financiamento de projetos específicos. “Então, quando fizermos um projeto de extensão que envolva recursos, por que um egresso nosso, que tenha obtido êxito na vida profissional, não pode contribuir?  Esse é o pensamento que estamos estruturando para não ficar dependendo só de mensalidade. Se tivermos êxito nessa captação vamos continuar fazendo a educação de qualidade sem precisar necessariamente de aumentar as contribuições dos estudantes”, esclarece Augusto Ventura.

Comemoração e expectativas

Na cerimônia da mudança para universidade, Augusto Ventura falou que “é um dia de alegria, de emoção e de celebração. O Salmo 126:3 diz: ‘Grandes coisas fez o senhor por nós, por isso nós estamos alegres’. E, de fato, é um dia de alegria. Nós esperamos essa data já por muito tempo”. Agora sentem-se preparados para continuar com o objetivo de preparar o estudante para desenvolver liderança, pensamento crítico e se destacar em um mercado de trabalho inovador e competitivo.

Foto: divulgação

“Podemos comemorar, com muita gratidão a Deus, a Universidade Evangélica de Goiás, a Deus toda honra e glória”, afirmou ainda o reitor Carlos Hassel Mendes. Ele destacou os investimentos institucionais em estrutura que garantiram o crescimento da UniEvangélica, assim como projetos de ensino, pesquisa e extensão que levaram a instituição a passar de centro universitário para universidade. Atualmente, a Universidade Evangélica de Goiás possui quatro mestrados e um doutorado em andamento.

Durante a década de 1960, no contexto da interiorização do desenvolvimento provocado pela transferência da capital federal para a Região Centro-Oeste, e a partir da abertura propiciada pelo governo federal para o credenciamento de novas Instituições de ensino superior, a Associação Educativa criou, em 1961, seu primeiro curso superior, com a Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão,  com a oferta dos cursos de letras, história, geografia e pedagogia, em Anápolis, a primeira IES no interior de Goiás.

O vice-presidente da Associação, Ernei de Oliveira Pina, disse tratar-se de “um momento de muita emoção. Estamos aqui honrando a história de homens e mulheres que, há várias décadas, lançaram as bases para que a universidade evangélica deixasse de ser um sonho. Damos graças a Deus por aquelas pessoas que lançaram a pedra fundamental dessa magnífica instituição”. Agora é enfrentar os novos desafios.

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