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Uma entrevista com Marcelo Viana sobre ansiedade e saúde nos estudos
Publicado em 31/03/2021
Marcelo Viana nasceu no Rio de Janeiro em 1962, filho de imigrantes portugueses, mas passou a infância e juventude em Portugal, e graduou-se em Matemática pela Universidade do Porto. Diretor-geral do IMPA atualmente, Viana tem uma extensa experiência de ensino no nível de graduação e de pós-graduação. Nesta entrevista feita por email, Viana enfatiza a necessidade de mudar a forma de lecionar matemática para os jovens. Abaixo, trechos editados:
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Ensino Superior: Como mudar o ensino da matemática no Brasil, que, segundo você, é um desastre, com 40% dos alunos não conseguindo entender o enunciado de uma questão de matemática?
Viana: É importante apostar na formação do professor, enfatizando a compreensão do conhecimento matemático, novas metodologias didáticas e a adequação de currículos à realidade do século XXI.
A matemática é importante para o trabalho?
Sim, o desenvolvimento tecnológico em diversos setores de atividades no século XXI exige a capacitação em áreas da matemática que ainda estão pouco representadas nos currículos escolares e na realidade da sala de aula. Como, por exemplo, estatística, probabilidade e combinatória.
Como ensinar a matemática em busca de soluções de problemas?
Mais uma vez, é fundamental que a formação do professor incentive, enfatize práticas de aulas participativas em que a própria criança ou jovem são levados a descobrir a matemática, mais do que receber do docente a ciência como conhecimento estático. É preciso incentivar sua descoberta de maneira dinâmica, no lugar de simplesmente receber o conhecimento do professor.
Como a matemática pode auxiliar a aprendizagem de interpretação de textos?
A matemática é lógica e lógica é fundamental. Induz à prática do raciocínio lógico, o que é indispensável para todas as atividades do intelecto humano. E isso está diretamente ligado à interpretação da linguagem falada ou escrita.
Como ensinar os alunos sobre a importância da ciência e da pesquisa científica num mundo dividido, com o negacionismo correndo à solta?
É um desafio para os cientistas irem além do conhecimento científico e também desenvolverem a capacidade de comunicar esse conhecimento aos jovens. É um trabalho muito diferente do laboratório, mas nem por isso menos importante. Mas, quem mais, além dos cientistas, faria isso?
Para conferir a entrevista completa, confira a edição de Março/Abril da Ensino Superior neste link.
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