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Inovação

Diversidade é chave para a inovação

Especialistas apontam estratégias para alcançar bons resultados nas organizações

Publicado em 08/01/2024

por Ensino Superior

Inovação Empresas que negligenciam a diversidade arriscam perder sua relevância no mercado atual

Um estudo realizado pela McKinsey & Company indica que organizações com diversidade de gênero são 25% mais propensas a ter lucratividade acima da média. No contexto corporativo, bem como nas IES, a promoção da diversidade se torna indispensável para inovar. Na avaliação de Fernanda Faria, co-fundadora da {reprograma} – iniciativa de impacto social que ensina programação para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social –, as instituições de ensino têm um papel crucial na moldagem de uma sociedade mais inclusiva. Ela e cinco outros especialistas destacam estratégias que visam avanços nos resultados.

Fernanda Faria

Fernanda Faria, da {reprograma}: “Desconexão com as expectativas da sociedade pode impactar negativamente a reputação da empresa” (foto: divulgação)

Para Fernanda, a diversidade é um ativo essencial que impulsiona não apenas a evolução corporativa, mas também a social. “É importante que exista uma necessidade crítica de cultivar um ambiente que reconheça e celebre a diversidade como força vital para a criatividade. Além disso, é essencial promover o diálogo aberto e inclusivo em todos os níveis da organização, pois é dessa troca que emergem as ideias mais inovadoras. Por meio de programas de mentoria e liderança, é possível promover ativamente o desenvolvimento de pessoas historicamente sub-representadas”, afirma a executiva.

Adotar políticas e práticas que promovam a diversidade nas escolas e universidades possibilita que os alunos aprendam não apenas conteúdos acadêmicos, mas também valores de respeito, empatia e aceitação das diferenças. “Isso não apenas enriquece a experiência educacional, mas prepara os estudantes para viverem em um mundo diverso e globalizado”, acrescenta.

 

Ética e justiça social

 

Natália Paiva, diretora executiva do Mover (Movimento pela Equidade Racial), indica a união dos setores público e privado no compromisso com políticas afirmativas como um caminho para excelentes resultados. “Alguns deles são: aumento de produtividade, redução da corrupção, inovação cada vez mais fértil, bem como lucros mais expressivos. Todos esses exemplos complementam a ética e a justiça social.”

Gilberto Costa, diretor executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial conta que, enquanto associação, são realizadas discussões, além do desenvolvimento de metas, que buscam a inclusão contínua de profissionais negros em grandes corporações e, sobretudo, em cargos de lideranças. “Porém, ainda é necessário olhares mais centralizados, com soluções imediatas e também a médio prazo, pois só assim conseguiremos criar caminhos efetivos para a promoção da equidade racial”, pontua.

 

Redução de desigualdades

 

Marta Celestino, CEO da Ebony English, acredita que a diversidade é nativa da inovação. “É um ambiente diverso que favorece ideias e práticas inovadoras em qualquer âmbito, seja na tecnologia, na medicina ou na educação. A experiência e a vivência das pessoas favorece a busca de soluções para resolução de problemas”, afirma. De acordo com Natany Luiz, líder de relações institucionais da Scooto, a integração da diversidade como parte da cultura organizacional é essencial para a redução de desigualdades no meio corporativo. “A inovação não se configura como luxo, mas sim como necessidade inegociável para equipes que buscam prosperar. É preciso que todas as vozes sejam verdadeiramente amplificadas no ambiente de trabalho, sendo possível criar um terreno propício a ideias inovadoras”.

 

Inovar e não ficar para trás 

 

Segundo Fernanda Faria, empresas que negligenciam a diversidade arriscam perder sua relevância no mercado atual. “Essa desconexão com as expectativas da sociedade pode impactar negativamente a reputação da empresa e sua capacidade de engajar tanto clientes quanto investidores em um mercado competitivo. Além disso, a ausência de ações concretas em questões de ESG pode afetar a percepção da empresa no mercado, resultando em um distanciamento de seus objetivos estratégicos”.

 

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