Revista Ensino Superior | Cultivar a estabilidade emocional nos espaços educativos
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Inovação

Colunista

Ana Valéria Reis

Consultora em inovação, aprendizagem, metodologias ativas e avaliação

Cultivar a estabilidade emocional nos espaços educativos

Uso criativo de ferramentas digitais e a promoção de comunidades de estudantes online são caminhos para manter a conexão emocional

Estabilidade emocional Seja em um ambiente presencial ou virtual, os estudantes devem se sentir seguros para expressar suas ideias e aprender uns com os outros

No ambiente educacional, a criação de vínculos entre estudantes e entre eles e seus professores emerge como um pilar fundamental para o desenvolvimento de um processo de aprendizagem eficaz e humanizado. Neste início de ano é importante rever como estamos recebendo e acolhendo nossos estudantes, não só na instituição em geral, mas nos ambientes de aprendizagem, como a sala de aula, seja ela virtual ou presencial. Será nesses espaços que eles construirão suas relações interpessoais e criarão vínculos entre colegas e professores. Para abordar esse tema, vou me pautar no capítulo “criação de vínculos”, do meu livro Layouts Criativos para aulas inovadoras. Esse capítulo aborda estratégias e layouts inovadores para promover essas conexões dentro do espaço físico e digital da sala de aula, enfatizando a importância da emoção e do afeto como elementos centrais na educação.

Primeiramente, ressalta-se a relevância de se compreender o impacto das emoções no processo de aprendizagem. A emoção e a criação de vínculos não apenas capturam a atenção dos estudantes, mas também potencializam sua capacidade de absorver e reter conhecimentos. A sala de aula, vista como um espaço de trocas e afetividade, deve ser estruturada de maneira a estimular um ambiente de aprendizagem acolhedor, onde os estudantes sintam-se seguros para expressar suas ideias e aprender uns com os outros.

A promoção de um ambiente acolhedor e seguro é destacada como uma medida essencial. Iniciativas como a celebração de conquistas, a escuta ativa e o respeito mútuo são apontadas como formas de estimular a confiança e o pertencimento entre os membros da comunidade escolar. Além disso, a aplicação de estratégias lúdicas e a utilização de recursos visuais são sugeridas para facilitar a conexão entre os estudantes e o conteúdo aprendido.

 

Leia: Layout da sala de aula potencializa o aprendizado

 

E se tratando de confiança, uma das fontes de inspiração para este tema veio da professora de liderança e gestão na Harvard Business School, Amy Edmondson, que, dentre outros temas, aborda os de criação de redes de confiança e sobre a ciência de falhar bem, “errar certo”.

O conceito de segurança psicológica, cunhado por Amy Edmondson, destaca-se por enfatizar um ambiente onde os membros sentem-se seguros para assumir riscos interpessoais, compartilhar ideias, preocupações e erros sem temor de represália. Esse ambiente fomenta a inovação, a criatividade e, crucialmente, a aprendizagem. A conexão com a criação de vínculos no ambiente educacional é profunda e recíproca. Ambientes seguros psicologicamente promovem relações de confiança entre estudantes e professores, essenciais para a aprendizagem. A segurança psicológica permite que estudantes e docentes se sintam confortáveis para explorar, questionar e errar, fundamentais para um desenvolvimento intelectual robusto. Estratégias que promovem a segurança psicológica e a criação de vínculos afetivos contribuem para um clima educacional mais acolhedor e eficaz, em que o respeito mútuo e o suporte emocional encorajam a participação ativa e a expressão autêntica, pilares para o sucesso educacional.

A intersecção entre a segurança psicológica e a abordagem de “errar certo” de Amy Edmondson revela uma sinergia poderosa, especialmente relevante para o ambiente educacional. A segurança psicológica, ao promover um ambiente onde os riscos nas relações interpessoais são encorajados, cria o contexto ideal para a aplicação do conceito de “erro inteligente”. Este tipo de erro, explorado por Edmondson, é fundamental no processo educativo, permitindo que professores e estudantes abracem falhas como oportunidades de aprendizado e inovação. Integrar essas ideias no ambiente educacional significa cultivar uma cultura em que o medo do fracasso é substituído pela curiosidade e pela coragem de explorar o desconhecido, fundamentais para o desenvolvimento de habilidades críticas e resolução de problemas complexos.

 

Opinião | Presencialidade é sinônimo de prática?

 

Da confluência entre a criação de vínculos e o conceito de segurança psicológica e “errar certo”, emerge um paradigma transformador para o ambiente educacional. Ao promover um espaço seguro onde o erro é visto como parte do aprendizado, professores e gestores podem estimular a inovação e a resiliência acadêmica.

A integração de atividades práticas, sugeridas no livro layouts Criativos, que fomentam a empatia e o engajamento, como a “Berlinda do Futuro” e o “Conecjeto”, reforça a importância de um clima de confiança mútua. Este clima encoraja a expressão autêntica e a participação ativa, elementos essenciais para o sucesso educacional tanto em espaços físicos quanto virtuais. O objetivo é claro: criar um ambiente onde alunos e professores sintam-se seguros para se expressar e errar conduz a uma educação que valoriza o desenvolvimento integral e prepara indivíduos para enfrentar desafios complexos e imprevisíveis do futuro. Estas atividades visam não apenas à melhoria da comunicação e da empatia entre os estudantes, mas também contribuem para a redução de comportamentos desrespeitosos e o aumento do engajamento e da motivação.

Por fim, o layout de criação de vínculos também enfatiza a importância da adaptação dessas estratégias ao contexto da educação a distância. O uso criativo de ferramentas digitais e a promoção de comunidades de estudantes online são abordados como meios de manter a proximidade e a conexão emocional, mesmo em ambientes virtuais. A relação afetiva entre professores e estudantes é considerada um componente crucial para o sucesso educacional, independente do formato da sala de aula.

 

Da redação: O reconhecimento para a literatura acadêmica

 

Os conceitos de segurança psicológica e “errar certo” aplicam-se vitalmente aos ambientes de aprendizado online, pois a distância física impõe desafios adicionais para a criação de vínculos e a construção de um ambiente seguro para as relações interpessoais. Nas salas de aula virtuais, é crucial manter a proximidade e a conexão emocional através de ferramentas digitais interativas e comunitárias, que promovam a participação e a troca de ideias. Dessa forma, reforçamos o engajamento e a motivação dos estudantes, essenciais para uma experiência educacional enriquecedora e integral, mesmo a distância. A adoção de práticas que encorajem a exposição de dúvidas e a discussão de erros em um espaço virtual seguro é fundamental para transformar o ensino a distância em uma jornada colaborativa e inclusiva de aprendizado.

A consolidação de espaços virtuais de aprendizado como cenários seguros para a exploração intelectual e o desenvolvimento pessoal culmina na valorização do erro como uma etapa crítica para o crescimento. Na esfera educacional digital, em que as barreiras físicas são substituídas pela conectividade, a priorização de relações humanas genuínas e a coragem de navegar pelo desconhecido tornam-se ainda mais significativas. No final, o que se destaca é a criação de um ecossistema educativo em que cada tentativa, questionamento e cada falha são reconhecidos não como o fim, mas como o combustível vital para a inovação contínua e o aprendizado duradouro.

A constante evolução das práticas pedagógicas e da arquitetura dos espaços de aprendizado, tanto físicos quanto digitais, ressalta a vitalidade de um ensino que se dedica não somente à distribuição do saber, mas à formação completa e multifacetada do indivíduo. Estratégias que fomentam conexões emocionais profundas entre alunos e educadores são o alicerce para um processo educativo que nutre a mente, fortalece o caráter e celebra a diversidade da experiência humana.

 

Por: Ana Valéria Reis | 20/02/2024


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