Revista Ensino Superior | Novas regras da Capes para aulas remotas na pós-graduação
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NOTÍCIA

Formação

Novas regras da Capes para aulas remotas na pós-graduação

“A vedação de atividades totalmente remotas sem interação demonstra o esforço para equilibrar flexibilidade e rigor acadêmico”

Publicado em 10/12/2024

por Sandra Seabra Moreira

Pós-graduação

Enquanto o setor do ensino superior aguarda ansiosamente pelas novas regras para os cursos de graduação a distância, que devem ser publicadas até dia 30 e são resultantes das discussões no CC-Pares junto à Seres, a Capes publicou as normas para uso de processos híbridos de ensino e aprendizagem nos programas de pós-graduação stricto sensu presenciais. 

De acordo com o entendimento da Capes, “os processos híbridos de ensino e aprendizagem constituem-se de um conjunto integrado de atividades mediadas por metodologias participativas, inovadoras e tecnologias educacionais”. Ou seja, as plataformas de aprendizagem incrementadas por recursos tecnológicos, as atividades colaborativas, o acesso remoto a seminários, palestras e grupos de estudo estão reconhecidos e validados. O que a norma proíbe é o emprego de atividades remotas assíncronas para o cálculo de carga horária didática e a oferta de disciplinas ou o percurso formativo de forma completamente remota. 

Para Luciana Machado, superintendente acadêmica da Fipecafi, essas recentes diretrizes são acertadas. “Essa mudança reflete a percepção de que alunos de cursos stricto sensu possuem maior autonomia de estudo e disciplina. A flexibilização para interações online síncronas reforça a importância do engajamento em tempo real, mantendo a qualidade das discussões acadêmicas e a interação entre os participantes. Após a pandemia, a maioria dos cursos manteve atividades remotas, mas a falta de regulamentação clara gerava incertezas sobre os limites dessas práticas.”

 

Leia: MEC e entidades definem dimensões da qualidade

 

“A vedação de atividades totalmente remotas sem interação demonstra o esforço para equilibrar flexibilidade e rigor acadêmico”, afirma Luciana. Além disso, as diretrizes tencionam frear o processo em que adaptações emergenciais realizadas durante a pandemia se tornem justificativas para expansões de baixa qualidade.

A utilização de processos híbridos pode potencializar a qualidade da formação acadêmica. “Também privilegiam ações como a composição remota de bancas com professores de diferentes localidades, promovendo maior integração e enriquecendo as avaliações acadêmicas com perspectivas diversas.”

A expansão do EAD requer que os profissionais utilizem ferramentas e metodologias que promovam a construção coletiva do conhecimento. Aos pesquisadores, o equilíbrio entre práticas remotas e presenciais contribui para assimilar as inovações no ensino superior.

 

Barreiras geográficas

Luciana menciona dados inéditos do GT EAD do Semesp para destacar a importância de se vencer barreiras geográficas, sobretudo para atender a grande demanda de formação de professores e mediadores pedagógicos para os cursos de graduação EAD. Por exemplo, os dados relativos a docentes em exercício, em cursos de graduação, que possuem formação stricto sensu, em IES privadas que oferecem cursos na modalidade EAD. 

Os estados do Rio Grande do Sul (66%), Paraná (63%) e Rio de Janeiro (55%) apresentam uma proporção maior de docentes com mestrado e doutorado atuando nos programas. Em contraste, estados como Amapá (1%), Tocantins (9%) e Piauí (14%) sugerem uma escassez de docentes qualificados. O gráfico abaixo traz esses percentuais. A linha vermelha demonstra a distribuição de alunos matriculados em cursos stricto sensu por UF. (Fonte: CAPES de 2022 e 2023).  

 

“A incorporação de atividades híbridas, que combinam ações presenciais com práticas remotas síncronas, pode desempenhar um papel estratégico ao permitir que mais alunos tenham acesso à formação stricto sensu, superando barreiras geográficas e profissionais que tradicionalmente limitam a conclusão de mestrados e doutorados”, finaliza a gestora. 

Veja todas as normas: Diretrizes gerais para a implementação de processos híbridos de ensino e aprendizagem na Pós-Graduação stricto sensu presencial.

 

Autor

Sandra Seabra Moreira


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