Valorização do professor melhora os países

Educador Alex Beard abriu o 22º Fnesp e destacou a importância da carreira docente perante a sociedade mesmo atingida pelas novas tecnologias

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Durante dois anos ele viajou a seis continentes, entrevistou professores, cientistas, catalogou 702 ocupações que serão automatizadas e feitas por robôs.  Nessa pesquisa ficou constatado que o papel de professor só ganhará importância, disse Alex Beard, escritor e professor inglês que fez a palestra de abertura do Fnesp -Fórum Nacional do Ensino Superior, realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro, neste ano online e organizado pelo Semesp.

“Com o avanço da inteligência artificial, a importância do papel do professor cresce em outra direção, com o aprendizado de neurociência, habilidades socioemocionais, porque isso não se obtém a não ser com o ser humano”.

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Profissão não vai sumir

professor Alex Beard
Alex Beard participou do Fnesp de forma online

A inteligência artificial pode ser usada para ganhar uma partida de xadrez contra um campeão, mas quem pode motivar o aprendizado, ensinar narrativas é o professor. Alex Beard contou que na Finlândia, assistiu a uma aula em que o professor pediu aos alunos para enviarem perguntas, e as distribuiu entre os próprios estudantes, que se encarregariam de responder, discutindo entre si. “O professor foi o indutor, o aprendizado dessa forma é mais efetivo, duradouro, provoca engajamento”, disse Beard, no evento promovido pelo Semesp.

É na Finlândia, país no qual a profissão de professor tem muito prestígio, que para cada vaga em escola concorrem 10 candidatos. Embora tenha deixado a sala de aula na Inglaterra para se dedicar à sua pesquisa, Alex Beard conta que ensinar não é tão simples como ele imaginava quando começou a carreira. “O ideal é um treinamento de 10 anos para se ter um bom professor. São três anos se formando, três anos treinando em sala de aula, e quatro anos numa especialização”.

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Valorização

Onde há uma satisfação maior do professor? “Nos países que valorizam a profissão, que compartilham a responsabilidade com aluno, professor, família e legislador. E um ambiente que incentive a criatividade”. Ele volta a dar o exemplo da Finlândia: os professores trabalham seis semanas e em duas semanas não há ensino. Os professores ficam em treinamento. “Nesse período os professores vão aprender. Ensinar é prática, e isso se desenvolve com o tempo. Temos que assistir aulas de outros para aprender”, afirmou Alex Beard.

Ainda sobre o papel do professor, defendeu que “são eles que vão moldar nossa criatividade, nossa coesão social. O professor precisa de autonomia e fortalecimento do profissionalismo”. E caberá aos alunos aprender a pensar o mundo de forma crítica, agir sobretudo como pessoas criativas e aplicar essa criatividade na resolução dos problemas que o mundo moderno apresenta.

Alex Beard é o entrevistado especial da edição de setembro, edição 252 da Revista Ensino Superior. Assine e leia o conteúdo exclusivo (clique aqui).

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