BNCC: Kroton reformula currículos dos cursos de pedagogia e licenciatura

Nos últimos dois anos, um dos principais grupos de educação reuniu seus especialistas e convidou outras organizações para se alinharem à Base

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Em 1827, o imperador do Brasil, D. Pedro I, iniciou a tradição de descentralização da educação para estados e municípios. E quando autorizou, surgiu o problema. Portugal segurou tanto a abertura de escolas, que quando isso aconteceu achou-se o problema. Não havia professores. E assim a educação brasileira ficou muito atrasada em relação a seus vizinhos. A partir daí, a formação de professores começou a despontar como algo urgente. 

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Quase 200 anos depois, o Brasil criou a BNCC – Base Nacional Comum Curricular, e com isso as instituições de ensino superior ganharam um referencial para montar os currículos de pedagogia e licenciaturas. A BNCC provocou uma mudança radical no currículo e na valorização da prática. As competências gerais em três dimensões são conhecimento, prática e engajamento. Nos mais de 7.000 cursos de licenciatura, o maior número de matrículas é o de pedagogia.

Responsável pela maior formação de pedagogos e em licenciaturas do Brasil, a Kroton formou um grupo de trabalho para reestruturar o currículo dessas áreas em suas 7 faculdades desde 2019. Maior instituição que forma professores pelo EAD (80%) e presencial, sua orientação foi transformar os currículos e fazer uma formação bem parruda para os professores, diz Thais de Jesus, diretora de planejamento e desenvolvimento de produto acadêmico.

BNCC pedagogia e licenciatura
Thais de Jesus: quase dois anos de intenso trabalho (foto: divulgação)

Segundo ela, a demanda por novas competências e habilidades vai transformar a vida do professor, que por sua vez está formando o novo professor. “Precisamos garantir que formemos alunos para atender à demanda das escolas daqui para a frente e para garantir a consecução das 10 competências da BNCC: conhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, repertório cultural, comunicação, cultura digital, trabalho e projeto de vida, argumentação, autoconhecimento e autocuidado, empatia e cooperação, e responsabilidade e cidadania.”

A Kroton hoje é o braço de ensino superior da holding Cogna, que tem ainda atuação na educação com a Saber, que cuida das escolas de educação básica do grupo, e a Somos, que produz materiais – sistemas de ensino e livros. Com esse exército, além de vários consultores, dentre os quais a especialista Guiomar Nano de Melo, começou-se a discutir a transformação.

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A Kroton convidou representantes de todos os seus negócios de educação, trouxe professores de suas escolas para participarem dos debates que resultaram na mudança radical. As licenciaturas como um todo (pedagogia, outras e educação especial) têm como principais mudanças:

✓ Um currículo mais bem organizado para
   o desenvolvimento de competências e não
      somente de conteúdos.

    ✓ Um currículo em que a teoria e a prática
     são trabalhadas de forma integrada em todo
     o percurso do aluno.

    ✓ Curso alinhado às diretrizes da BNCC,
   preparando melhor os futuros professores
     para os desafios contemporâneos.

    ✓ A prática pedagógica interligada aos componentes curriculares, preparando os futuros professores para os desafios reais da profissão e da educação. 

BNCC

Disso resultou a educação especial com uma abordagem inclusiva da educação. 

A pedagogia desenvolvendo competências fundamentais para atuar na educação infantil e anos iniciais da educação básica, assim como a gestão pedagógica.

As demais licenciaturas com núcleos interdisciplinares entre as áreas para promover um conhecimento mais integrado e menos fragmentado. 

Outro colaborador do processo de reestruturação dos currículos da pedagogia e licenciaturas da Kroton foi o Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, cuja ação é atuar na melhoria da qualidade da educação pública e a incidência no debate público. Segundo Thais de Jesus, foi uma contribuição fundamental. “Eles filmaram vivências para os alunos debaterem na sala de aula. Foi muito dinâmico e mais interativo.”

Segundo Thais de Jesus, ter escolas, sistemas de ensino e livros ajudam muito a acelerar as mudanças. Para atualizar o material didático houve muita discussão. “Ficou um caldo de cultura propício para prepararmos uma reestruturação que dará novo valor aos cursos.”

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