Levantamento aponta que Brasil mantém desigualdade de gênero no mercado de trabalho

Maioria com ensino superior, mulheres ainda ganham 41% a menos que os homens e têm pouca variação salarial ao longo da carreira

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Na semana do Dia Internacional da Mulher, levantamento do Semesp aponta que as mulheres ainda precisam lutar para combater a desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

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De acordo com os dados do Semesp, atualmente, as mulheres com ensino superior completo são a maioria (55,1%)1 no mercado de trabalho brasileiro e no número de admitidos no período de janeiro a dezembro de 2019, principalmente na faixa etária de 25 a 34 anos. Já entre aqueles com 55 anos ou mais, a maior parte dos admitidos é de homens (Gráfico admitidos por faixa etária e gênero).

desigualdade de gênero
Foto: Shutterstock

Em contrapartida, quando analisamos o rendimento médio mensal por gênero, a tendência se inverte, com os salários maiores entre os admitidos do sexo masculino, independentemente da idade. No Brasil, a média salarial dos admitidos com ensino superior completo é de R$ 4.640 para homens e de R$ 3.287 para as mulheres, uma diferença de 41% a menos nos salários do sexo feminino. O levantamento também mostra pouca variação dos salários médios no sexo feminino. Enquanto os homens avançam após os 30 anos de idade, as mulheres têm pouca evolução salarial ao longo da carreira, independente da faixa etária (Gráfico variação salarial por faixa etária e gênero).

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A barreira da desigualdade de gênero

Para a vice-presidente do Semesp, Lúcia Teixeira, “as mulheres já provaram sua competência em todas as áreas do conhecimento. Não se justifica terem menor rendimento. Isso acontece em outros países também, conforme relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Fatores como progressão de carreira, natureza do trabalho (mesmo que dentro de um mesmo setor), tipos de contrato e vida familiar podem ter influência nesta injustificável disparidade de gênero, a ser superada”, comenta a vice-presidente. “Por outro lado, no Brasil, a taxa de emprego das mulheres aumenta consideravelmente com escolaridade superior, mais do que para os homens”, ressalta Lúcia Teixeira.

“Os números indicam que a desigualdade de gênero no Brasil ainda é grande. As mulheres são maioria nos cursos de ensino superior. Entretanto, essa busca das mulheres por qualificação e aperfeiçoamento profissional, na maioria dos casos, não representa aumento significativo na renda mensal”, lamenta o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Variação salarial por faixa etária e gênero

desigualdade de gênero salário
Fonte: Semesp Obs.: Para o cálculo, o valor do salário foi padronizado com base em uma carga de trabalho de 40 horas semanais.

Admitidos por faixa etária e gênero

salário mulheres no ensino superior
Fonte: Semesp Obs.: Para o cálculo, o valor do salário foi padronizado com base em uma carga de trabalho de 40 horas semanais.

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