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Domínio do inglês por docentes universitários é destaque de relatório

Iniciativa do British Council incentiva pesquisas sobre faculdades internacionalizadas e no próprio processo para a aprendizagem da língua inglesa

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O impulso da internacionalização nas universidades brasileiras, a introdução do inglês como disciplina obrigatória no ensino médio em 2020 e também a discussão cada vez mais ativa a respeito do idioma despertou a atenção de grandes instituições como o British Council, que há dois anos abriu um edital para financiar pesquisas em colaboração entre instituições brasileiras e britânicas em torno da língua e do desenvolvimento do ensino superior internacionalizado.

Na época, dois projetos em parceria com Cambridge Assessment English, departamento da Universidade de Cambridge voltado para avaliação de proficiência em inglês e preparo de professores, foram selecionados para a iniciativa.

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Foto: Envato Elements

O primeiro deles, a proposta de Ron Martinez, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), tinha o objetivo de avaliar se existe um nível mínimo de fluência em inglês para que os professores ministrem aulas no contexto EMI de maneira eficaz. Para a pesquisa, de um grupo de 500 alunos que fizeram um curso de redação acadêmica em inglês com Martinez em 2017 e 2018 e tinham alta proficiência comprovada, foram selecionados 40, divididos da seguinte forma: 27 brasileiros, nove falantes não nativos de inglês de outros países e quatro falantes nativos de inglês dos Estados Unidos.

Em paralelo, 26 professores da UFPR foram convidados a participar de um treinamento EMI e 22 deles participaram. Estudantes e acadêmicos tiveram seus níveis CEFR de inglês avaliados por meio do teste Linguaskill, fornecido por Cambridge Assessment English e inicialmente a proficiência dos alunos era, em geral, alta, enquanto dos professores variava.

Já o segundo, idealizado pela Eliane Segati Rios Registro, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), se concentrou em investigar a avaliação das atitudes dos professores em relação ao contexto EMI nas universidades do programa Paraná Fala Idiomas. O objetivo era perceber como as instituições veem o processo de internacionalização e como as atitudes dos professores se alinham a ele. O projeto ocorreu entre novembro de 2018 e agosto de 2019 e envolveu 59 participantes em sete universidades estaduais, entre estudantes, reitores, professores e outros acadêmicos.

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Lentidão que decepciona

Além desses projetos em conjunto com Cambridge English, várias outras iniciativas relacionadas ao tema e de mesma valia para o ensino superior internacionalizado também foram aplicadas durante o período, e publicadas bem recentemente em um relatório produzido pelo British Council. Ao todo, 18 universidades estiveram envolvidas – sendo 11 do Brasil e sete do Reino Unido.

A mensagem geral de grande parte da pesquisa é que devemos ser flexíveis e abertos à experimentação e inovação, tendo sempre em mente que a pressa é inimiga da perfeição e que a evolução de um país que despertou tardiamente para a importância do aprendizado da língua inglesa será mais lenta, mas não nula.

Nos próximos artigos dessa coluna, vamos detalhar com mais profundidade os artigos do dr. Ron Martinez e da dra. Eliane Registro, além de apresentar e passar pelos principais insights das demais pesquisas apresentadas no relatório.

*Aberto Costa é Senior Assessment Manager de Cambridge Assessment English, departamento da Universidade de Cambridge especializado em certificação internacional de língua inglesa e preparo de professores.

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