Oito de cada dez universitários não sabem o que fazer profissionalmente

Alunos e recém-formados também revelaram despreparo para entrar no mercado de trabalho. Os dados são da edtech Cmov, que oferece auxílio de carreira para instituições como Estácio e Insper

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Mais de 80% dos universitários e profissionais recém-formados não sabem o que fazer profissionalmente. Como se não bastasse a indecisão, eles também não se sentem preparados para o mercado de trabalho. Entre outras dificuldades, eles não sabem como montar um currículo, o que fazer em uma entrevista de emprego e como se capacitar e entrar no mercado.

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Os dados foram revelados pela startup Cmov, plataforma online lançada em 2018 para auxiliar os alunos a definir seus planos de carreira e a entrar no mundo profissional.

Em resumo, a pesquisa foi realizada com cerca de 2 mil pessoas no país e, segundo Sabina Augras e Laura Fuks, fundadoras da Cmov, apenas confirma algo que elas já haviam notado. Ambas atuaram na área de recursos humanos de grandes organizações, sendo responsáveis pelo desenvolvimento, seleção e gestão de programas de estágio e trainee.

“Notamos que muitos jovens iam para os processos seletivos bem preparados tecnicamente, mas não sabiam o que queriam profissionalmente, tinham muitas dúvidas e angústias”, destaca Augras.

Formada em Psicologia e com MBA em RH, a executiva acredita que o despreparo se deve a falhas das instituições de ensino, que em síntese, não desenvolvem habilidades sociais nos alunos, e também à falta de objetivos claros da parte dos estudantes. “Como você vai se desenvolver, se vender e dizer o que quer se não sabe o que quer fazer?”, indaga a cofundadora.

Profissão vs carreira

Aliás, os conceitos de profissão e carreira também não são bem compreendidos pelos universitários, afirma Augras. Ela explica, contudo, que o primeiro é o que recebe mais atenção por estar ligado ao curso que a pessoa quer fazer. Poucos, entretanto, pensam na carreira. “Quando você se forma é importante saber que a profissão é só um pedaço, porque a carreira você pode mudar ao longo do tempo. Certamente, quando o jovem começa a ter consciência disso, percebe que há possibilidades além do que imagina e isso diminui suas angústias”, afirma.

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Sabina Augras (calça branca) e Laura Fuks, fundadoras da Cmov. Ambas têm uma longa jornada na área de recursos humanos (foto: arquivo pessoal)

Ensino superior de olho

A edtech vende seus serviços para qualquer interessado em se desenvolver, bem como, para instituições de ensino superior que desejam promover a empregabilidade de seus alunos.

Dessa forma, sete instituições utilizam a plataforma, entre elas a FGV-RIO, Insper, Instituto Mauá de Tecnologia, UniCarioca e Estácio. As duas últimas, contudo, têm projetos bem-sucedidos, em que acompanham o desenvolvimento dos alunos na plataforma para realizar ações customizadas.

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Assim, esse apoio ocorre porque a plataforma gera às IES indicadores personalizados sobre o perfil profissional e os déficits de competências dos usuários. “Por exemplo, tivemos uma instituição que conseguiu identificar a necessidade de desenvolver as competências de inovação e criatividade”, explica a especialista em RH.

Trilha de carreira

A plataforma possui seis etapas: teste de perfil profissional; avaliação de competências comportamentais; sugestões de livros, filmes e treinamentos para se capacitar; orientações para a elaboração de currículo; rede de contato profissional e dicas para entrevista de emprego.

A startup está desenvolvendo sua plataforma para oferecer ainda mais ferramentas. Assim também, entre os planos está o de construir uma área para indicação de parceiros para cursos de capacitação.

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