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Brasileiro e alemães ajudam universitários a economizar com startup de serviços gratuitos

A Estudante Herói não cobra pela impressão de apostilas e ainda divulga vagas de estágio. Com cerca de 50 mil estudantes cadastrados, empresa quer atingir toda a América Latina

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Cerca de 50 mil estudantes de ensino superior de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão imprimindo gratuitamente suas apostilas de estudos. O serviço é oferecido pela Estudante Herói, uma startup de educação criada pelos alemães Moritz Wolff, Daniel Voss e Paul Diekmann e pelo brasileiro Gustavo Leme.

Além de imprimir o material de estudo (até 100 folhas por mês), a empresa também faz a encadernação e a entrega, tudo com o objetivo de democratizar o acesso à educação. Os fundadores acreditam que a falta de recursos pode ser uma grande barreira de oportunidades para os jovens.

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Anúncio estratégico

Mas se o serviço para o universitário é gratuito, como a edtech se mantém? Com anúncios. Cada apostila impressa divulga produtos e serviços de empresas patrocinadoras, entre elas Rappi, ContaAzul, Udemy e Education First (EF).

Mas os anúncios não são iguais para todos os estudantes. Antes de encomendar sua impressão, o aluno faz um cadastro e responde a perguntas que ajudam a startup a entender seu perfil. Com isso, os anúncios são direcionados conforme as preferências de cada público, que também recebe mensagens por e-mail e pelo celular.

Relevância

“Criamos uma ciência própria para segmentar e caracterizar os estudantes. Sabemos muito bem o que um universitário gosta e conseguimos dessa forma criar um match [relacionamento] relevante entre as empresas e os estudantes”, revela Moritz Wolff, cofundador da startup.

Wolff vive no Brasil há seis anos. Já trabalhou no Google da Irlanda e tem experiência na área de algoritmos, anúncios e consultoria de ciência do consumidor. “Percebemos que se utilizássemos a abordagem do Google, que oferece serviços e produtos da forma gratuita, coletássemos dados e aplicássemos uma boa ciência, teríamos condições de oferecer um serviço de valor e relevância para as pessoas e para os anunciantes”, detalha Wolf.

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Foto: reprodução Instagram

Mercado e instituições de ensino

Também contribuiu para a criação do negócio a percepção de que não há uma relação forte entre as empresas e as instituições de ensino superior no Brasil. “O máximo que existe é a realização de feiras de empresas no campus. Mas na Alemanha você geralmente sai da faculdade e já sabe aonde vai trabalhar. Ao longo do curso, os alunos têm muito contato com as empresas e conseguem criar relações com algumas delas. Isso traz segurança”, avalia o cofundador, que acredita que no Brasil falta consultoria para a escolha da profissão.

Planos

A edtech também oferece vagas de estágio e trainee. Além disso, no site o estudante recebe um cupom de desconto de empresas parceiras.

Até o final do ano, a Estudante Herói pretende oferecer seu serviço para todo o Brasil. Já o plano para os próximos dois anos é mais ousado: expandir para a América Latina e passar a atingir não só universitários.

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Para Moritz, cofundador da Estudante Herói, nBrasil falta vínculo entre o mercado e as instituições de ensino (foto: divulgação)

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