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Com a pandemia, 30% das instituições de ensino podem fechar as portas até o fim do ano

Estimativa pessimista do Semesp leva em conta aumento da inadimplência, da evasão e determinação de que todas as IES devem dar desconto generalizado aos alunos

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Se as taxas de inadimplência e evasão progredirem e se projetos de lei que exigem redução da mensalidade para todos os estudantes — inclusive os que possuem condições de pagar e cuja IES está entregando ensino com qualidade — forem aprovados, 30% das instituições de ensino superior do país devem fechar as portas até o final deste ano. A perspectiva pessimista é do Semesp, entidade que representa as IES privadas.

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crise no setor das instituições de ensino superior
Foto: Shutterstock

Para apoiar o setor nesta crise que, como apontado, pode ser ainda mais desafiadora, o Semesp divulgou hoje, 25, uma pesquisa feita com 146 instituições de ensino superior do país referente a todo o mês de abril de 2020 (há uma primeira versão que contou apenas com informações do início deste mês). O levantamento aponta que a taxa de inadimplência no ensino superior privado ficou em 26,3% no último mês de abril, valor 72,4% maior que no mesmo período de 2019.

Já ao olhar apenas para o estado de São Paulo, a taxa de inadimplência cresceu 73,2%, tendo fechado o mês de abril deste ano em 24,4%. Os dados também mostram um aumento maior nas instituições da região metropolitana de São Paulo, cerca de 79,7%, enquanto no interior do estado de São Paulo, o índice aumentou 68,5%.

Retenção equilibrada

Quanto à evasão de alunos no mês passado, o aumento foi de 32,5% em comparação a abril de 2019. Quando separada por modalidade, a desistência dos estudantes matriculados em cursos presenciais teve aumento de 47% e a taxa em EAD manteve-se praticamente estável, com leve queda de 2,6% no mesmo período.

Rodrigo Capelo, diretor-executivo do Semesp, explica que o grosso da desistência se dá com os alunos que entraram no começo do ano e que chegam a representar cerca de 70% das matrículas do ano (primeiro e segundo semestre). Contudo, por conta de a pandemia estar afetando todos os setores, gerando desemprego e diminuição de renda, os estudantes dos últimos semestres também podem evadir. O que significa uma perda enorme para o Brasil, uma vez que dos 210 milhões de habitantes, apenas 19 milhões são graduados.

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A sustentabilidade está no financiamento estudantil

“Dada essa realidade de evasão e inadimplência, podemos voltar não sei quantos anos no tempo. Isso porque já somos atrasados por termos uma baixa parcela da população com diploma superior”, alerta Rodrigo, que defende como saída emergencial para o setor o incentivo pelo governo de políticas públicas que visem o financiamento estudantil.

“Hoje, apenas 2,6% [dos alunos] entram pelo FIES. A grande parte, 34,8%, ingressam com financiamento próprio da instituição de ensino”, explica Capelato, que defende a ampliação do FIES para estudantes que já estão cursando e tendem a se tornarem inadimplentes.

É um plano emergencial que sai da pasta da Educação e entra também na área econômica. “Se houver uma injeção de capital do BNDS, especialmente para a própria IES financiar os alunos, também é uma forma de salvar o setor”, defende o diretor.

Política

Sobre os projetos de lei que estão rodando os estados exigindo redução de pelo menos 30% da mensalidade, Rodrigo deixa claro que é injusto generalizar e que devesse levar em conta a realidade e esforço de cada instituição. Sem contar que “tem aluno de classe mais baixa que 30% não vai resolver a realidade e precisa até de 100%, mas a instituição tendo que dar 30% para todos, até para quem não precisa, não vai poder focar naquele que não tem as condições mínimas”, declara.

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