Professora conecta alunos à comunidade e promove a inclusão e a ludicidade

O projeto, que dá ênfase no brincar, é da Fábia Tuchsznajder Campos, docente do curso de Design do Centro Universitário Senac

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Desde o início do ano, alunos dos mais diversos cursos do Senac estão envolvidos na construção de uma brinquedoteca portátil totalmente replicável, com materiais de fácil acesso, simples manuseio e baixo custo. Os estudantes dos cursos de Arquitetura e Design Industrial, por exemplo, se envolveram na projeção da estrutura, os de Moda projetaram figurinos que também podem ser usados como objetos de cena, os de Design Gráfico e Jogos Digitais desenvolvem jogos de cartas e digitais. Há também livros, brinquedos, acessórios, totalizado 100 itens aproximadamente.

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Todos eles poderão ser facilmente montados, impressos ou fabricados nas escolas e organizações interessadas, pois o material também traz instruções claras dos materiais necessários e do passo a passo da construção, explica Fábia Tuchsznajder Campos, professora do curso de Design do Centro Universitário Senac e coordenadora do projeto de extensão “Brincar: Ludicidade e Inclusão, realizado há 11 anos.

Ao longo desse período, em torno de 300 alunos já participaram, todos voluntariamente. Para atraí-los, a professora costuma fazer um périplo pelos diferentes cursos. Ela explica o propósito do projeto e explica quais serão as responsabilidades que os estudantes terão de assumir – e também os ganhos. Além da oportunidade de entrar no universo prático, trabalhar em equipes multidisciplinares, eles “aprendem a se tornar cidadãos, usando seus conhecimentos para dar acessibilidade à comunidade como um todo”.

Os alunos do curso de Pedagogia EAD também têm a oportunidade de participar, e, como os demais, também passam pelas etapas de apresentação do projeto e por uma entrevista.

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Neste ano, os esforços estão voltados para a construção da brinquedoteca, mas os estudantes liderados pela professora Fábia já fizeram mobiliários lúdicos, estações multissensoriais e os mais variados objetos de brincar tendo como base os conceitos e teorias do lazer, do brincar e do jogar. “Não propomos algo específico ou fixo. Queremos brincar. Todos somos crianças”, diz a professora.

Os alunos podem aproveitar a dedicação ao projeto – em torno de 16 horas por semana – para cumprir com a obrigatoriedade do estágio ou com os créditos em atividades complementares. Existe até a possibilidade de conseguir uma bolsa parcial de estudos. “Porém, o que os estudantes buscam é dar sua contribuição. A gente entrega amor, carinho. Os alunos se veem como agentes de transformação da sociedade.”

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Foto: Shutterstock

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