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Alunos e professores divergem sobre aulas remotas

Maior parte dos professores prefere seguir com aulas remotas e opinião de alunos varia conforme curso e área de conhecimento, diz pesquisa do Instituto Semesp, apresentada no primeiro dia da 5ª edição do seminário O Futuro do Ensino Superior

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aulas remotas
Hoje 46,4% dos professores já preferem uma mescla entre aulas remotas e presenciais. E na rede pública esse número sobe para 49,5% (foto: Envato Elements)

A 5ª edição do seminário O Futuro do Ensino Superior que ocorre hoje, 19, e amanhã, 20 de agosto, promete revelar tantos dados “que se não fizer com que criemos mais questionamentos, ao menos nos dará maior embasamento para o que fazer daqui para frente”, disse Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, antes de apresentar a 2ª pesquisa Adoção de Aulas Remotas – Visão dos Alunos e Docentes.

O estudo que contou com a participação de 2.920 alunos e 466 docentes de todo o país e mostra a percepção e as expectativas do grupo sobre as aulas remotas após um ano e meio de experiência. Entre muitos aspectos avaliados chama a atenção a mudança de perspectiva dos professores com relação às aulas presenciais, quando comparada à primeira edição da pesquisa, feita em novembro de 2020.

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Se no ano anterior 45,6% dos docentes da rede privada diziam que gostariam de continuar com aulas totalmente presenciais, hoje 46,4% já preferem uma mescla entre aulas remotas e presenciais. Entre os professores da rede pública, esse número sobe para 49,5%. Os que ainda defendem o modelo 100% presencial, são 33,2% na rede privada e 35,4% na rede pública, e um grupo que defende aulas totalmente remotas começa a despontar, chegando a 19,2%.

Surpreendentemente, 47% dos alunos da rede privada preferem aulas totalmente presenciais e, na rede pública, 43,2%, a despeito dos 23,7% (privada) e 32,2% que optam ao menos pelo híbrido. Já a quantidade que preferiria aulas remotas também alcança os 19%.

Áreas diferentes, necessidades diferentes

A pesquisa revela ainda que os percentuais variam de acordo com a área de estudo desses alunos, o que explica a preferência por um modelo ou outro: nas biológicas e de saúde, onde a exigência de aulas práticas nos cursos é muito maior, 61,1% valorizam aulas totalmente presenciais, seguidos de 42,3% nas ciências humanas e contra 33% das exatas, os quais são maioria na preferência por aulas remotas, principalmente nas áreas de TI, segundo Capelato.

“Neste ponto há uma sinalização para uma avaliação dos perfis dos cursos. Há que se considerar formas diferentes de ensino e adaptação para cada área, é o que mostram esses dados”, diz o diretor executivo.

Comodidade é vantagem, mas tem seu preço

A comodidade é a principal justificativa tanto para professore quanto para os alunos que optariam por aulas totalmente remotas. Podendo aproveitar melhor e de outras maneiras o tempo que antes era perdido com locomoção, passando pelo conforto do lar e dos pijamas, parece ilógico querer ensinar e aprender presencialmente. Por outro lado, o estudo mostra que mais os alunos sentiram falta foi do convívio social (33,5%) e que a falta dele afetou a saúde mental (60,8% a 72% dos alunos nas redes privada e pública se sentem afetados), a capacidade de concentração e também de socialização. Muitos alunos jamais abriram as câmeras por timidez.

“Comodidade não pode pesar tanto para não piorar a qualidade do ensino, do valor da convivência social e de experiências interpessoais. Se pensarmos em manter apenas aulas remotas, isso significa perda do nível de aprendizagem. Será que a comodidade vale o preço experiência presencial?”, questiona e conclui Rodrigo Capelato.

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