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É preciso melhorar e repensar ensino online

Para o diretor de educação e skills da OCDE, educação básica foi mais inovadora quanto ao uso das tecnologias do que o ensino superior

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“Muitas IES preferiram seguir com o formato online, apesar do avanço da vacinação e da liberação de seus governos” (foto: Guilherme Veloso)

“Antes da pandemia os jovens tinham uma preferência clara pelo presencial, o que apontava que o ensino online não era um bom recurso”, diz Lee Gardner do portal internacional sobre ensino superior, The Chronicle of  Higher Education. Na tentativa de manterem seus planejamentos anuais, muitas instituições mantiveram suas metodologias, tentando apenas transferi-las para o digital. Andreas Shcleicher, diretor de educação e skills da OCDE, afirma que por causa disso e de outras razões, a educação básica se saiu muito melhor e de forma mais inovadora do que a educação superior.

Leia: Educação a distancia é o caminho

“Os jovens não vão à universidade para ter ensino online, a vivência no campus é essencial”, afirma Shcleicher sobre migração para o ensino online por causa da pandemia. Mostrando os resultados da pesquisa global da IAU (International Association of Universities) sobre o impacto da covid-19 no mundo, feita com 26 países em cada um dos continentes, pode-se observar as diferenças entre ricos e pobres.

Países como Alemanha, Suécia e Espanha, antes da pandemia já tinham cerca de 50% de seus estudantes no online, em contraste com países menos desenvolvidos que nem mesmo haviam iniciado algo nesse sentido.

Lidando com a crise no setor pelo mundo

Uma das questões levantadas por Gardner é que muitas instituições não seguiram caminhos sustentáveis. “Em situação de crise é natural de qualquer negócio diminuir custos e fazer cortes. Não que essa fórmula sirva para todas as instituições, mas muitas continuaram infando e nunca deram um ponto final em seus projetos de expansão, o que mais prejudicou do que ajudou”, explica.

Por meio das muitas pesquisas que ele realiza com IES, o escritor diz ainda que cortes começando pela base também representam outro risco; principalmente no que diz respeito ao quadro acadêmico. “Mesmo que os programas e os docentes sejam o que mais demandam custos, o desafio é pensar em programas acadêmicos mais enxutos”.

Perdendo matrículas por falta de flexibilidade

Nos EUA, por conta da pandemia, muitos jovens que estão saindo do ensino médio não estão indo para a faculdade e para Gardner essa é uma tendência que irá continuar. O formato das universidades por lá demandam tempo exclusivo para os estudos, além dos altos custos das mensalidades.

O que falta, na visão de Andreas Shcleicher, é algo como o que temos aqui no Brasil: maior flexibilidade de horário e currículo, para atrair e capacitar adultos. “As instituições são monopólios do conhecimento, mas com a pandemia outras alternativas começaram a se apresentar. Para se ter uma ideia, um dos termos mais buscados no Google no último ano é micro-certificações, ou seja, os alunos querem escolher como, quando e o que querem estudar. É preciso oferecer essa autonomia”, conclui.

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