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ESG e as instituições de ensino

Quase 200 países se reuniram na COP26 e cada vez mais se discute a importância de preservar o meio ambiente para mantermos boas condições de vida e produção no futuro

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As mudanças climáticas, crise hídrica e os desastres ambientais como o de Brumadinho e Mariana têm influenciado significativamente tanto as agendas políticas e institucionais em escala global, quanto o debate público. Organizações do terceiro setor, governos, cientistas, empresas e atores sociais estão discutindo como enfrentar a atual crise hídrica, mitigar seus efeitos e se adaptar às transformações do clima. O reconhecimento da natureza política dessa crise climática e ambiental e das profundas contradições e desigualdades que a caracterizam, está finalmente emergindo no debate nacional.

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IES que não integrarem ESG à cultura de sua organização podem não sobreviver (foto: Envato Elements)

Assim como no mundo corporativo, nas universidades o assunto sustentabilidade também se tornou indispensável devido ao contexto das relações entre homem e meio ambiente. Lembrando que os jovens de hoje serão os futuros tomadores de decisão do mundo, independente da profissão escolhida. 

Cabe às instituições de ensino desenvolverem um conjunto de práticas e ensinamentos focados na questão do desenvolvimento sustentável do planeta, com base no conceito ESG (Environmental, Social and Corporate Governance).

As Universidades historicamente encabeçam ações de mudança econômica e social, sendo lógico, portanto, supor que estariam na vanguarda do atual movimento crescente chamado ESG para incluir questões ambientais, sociais e de governança na sua gestão. Contudo, não é o que se vê na prática. Poucas faculdades e universidades possuem uma organização sistematizada de atuação em questões socioambientais, em que pese serem grandes geradoras de impacto ambiental.

Leia: Universidade católica é referência global em energia limpa

Desinformação generalizada

Existem várias explicações para o motivo pelo qual os gestores educacionais estão atrasados na governança socioambiental, desde o próprio desconhecimento e engajamento dos gestores educacionais, falta de consenso da necessidade ou não de investimento, diferenças de opinião sobre a melhor forma de impactar fatores socioambientais, confusão e ceticismo sobre os retornos de investimentos tradicionais versus “investimentos ESG”, mito de que a sustentabilidade é restrita às empresas grandes e cheias de dinheiro e, principalmente, a própria inércia e visão tradicionalista que impede pensar fora da caixa e em um mundo melhor.

No entanto, cuidar do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar melhores práticas de governança além de ser obrigação das empresas, passou a ser uma necessidade mercadológica. As novas gerações de alunos, com poder discricionário de escolha, estão começando a olhar para as companhias e verificando seus projetos sociais, se são neutras ou positivas em termos ambientais, se possuem código de conduta, compliance, entre outros fatores englobados na ESG.

Quanto mais verde, melhor

No mais, segundo estudo realizado pelo The Boston Consulting Group, as companhias que têm boas práticas neste campo apresentam resultados melhores ao longo do tempo, assim como no Brasil, a B3 Bolsa de Valores comprova que aquelas listadas em “índices verdes” têm melhores resultados, trazendo, por óbvio, mais capital dos investidores.

Não há mais como fingir que a temática está fora do contexto das instituições de ensino. Os gestores educacionais passaram a ser obrigados a ter uma base substancial de conhecimento a respeito do que é o ESG pela compreensão dos riscos ambientais, sociais e de governança, sendo essencial o desenvolvimento de uma metodologia e estratégias de trabalho para todas as áreas de uma instituição de ensino.

Escolas que não integrarem ESG à cultura de sua organização podem não sobreviver. A transformação do país pela educação significa também transformar por meio da sustentabilidade, da sociedade e da governança.

Por José Roberto Covac Junior, sócio da Covac Sociedade de Advogados, e MarcosRocha, diretor da Bureau Social

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