Revista Ensino Superior | Startup aposta na literatura para combater o preconceito - Revista Ensino Superior
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NOTÍCIA

Edtechs

Startup aposta na literatura para combater o preconceito

Startup Piraporiando já debateu sobre bullying e racismo com mais de 17 mil crianças. Atividades estão alinhadas com a BNCC, aos pilares da Unesco e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Publicado em 02/08/2019

por Redação Ensino Superior

piraporiando-trilha-literaria Janine Rodrigues em atividade arte-educativa (foto:divulgação)

Fazer da literatura infantojuvenil uma ferramenta para o desenvolvimento de crianças sem preconceito é o pilar central da Piraporiando, considerada uma das principais edtechs responsáveis por impactos positivos na educação do país.  O levantamento foi feito pela Liga Insights EdTechs com 12.213 startups voltadas ao setor educacional. Desse total, 297 receberam destaque.

O reconhecimento é compreensível. Entre os projetos da editora e produtora cultural e pedagógica, destaca-se o Trilha Literária, que promove atividades em sala de aula alinhadas à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), aos pilares da Unesco e aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Todas as atividades têm como ponto de partida a história de livros infantojuvenis autorais focados na diversidade.

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A fundadora e diretora executiva da startup, Janine Rodrigues, atuou durante 12 anos como gestora ambiental, e hoje, com sua própria editora, é autora de seis livros infantojuvenis, parte deles utilizados na Trilha.

Os temas abordados no projeto pedagógico da Piraporiando são considerados por Rodrigues essenciais para o desenvolvimento do ser humano. “São elementos bem importantes, ainda mais nessa faixa etária em que você está construindo sua identidade, questionando quem é você na comunidade em que vive”, destaca a diretora.

literatura
Janine Rodrigues em atividade arte-educativa (foto:divulgação)

Jornada com alunos e professores

Para as escolas, há a opção de adotar os livros ou o projeto Trilha, que dura de quatro a seis meses e inclui formação docente, atividades, acompanhamento pedagógico e relatório.

“Às vezes, o professor precisa abordar uma temática, mas não tem conteúdo específico sobre o assunto. Acontece também de ter o conteúdo, mas não saber qual ponto de partida utilizar além da cartilha”, afirma Rodrigues. Justamente por esse motivo, o programa começa com uma formação nos temas que estarão no projeto.

A Trilha do livro Histórias do Velho Nestor – contando seus contos de horror, sugerida para alunos de oito a dez anos, por exemplo, aborda três temáticas principais: preconceito, medo e ética. “Nessa formação a gente explica como o projeto foi estruturado e as possibilidades de desenvolvimento das atividades. Também passamos para o professor diversos conteúdos para ele escolher, desde vídeos, textos, outras obras literárias e atividades culturais que podem acontecer na escola”, esclarece Rodrigues.

Respeito ao diferente

O projeto se adapta à realidade de cada escola, ou seja, o mesmo livro pode ser abordado de maneira distinta, a depender da região e da necessidade. A diversidade é a base dos trabalhos em sala de aula, e ela é tratada de maneira ampla.

“Por exemplo, como formamos os conceitos de belo e feio, bom e ruim, certo e errado? Para falarmos se uma coisa é feia ou bonita, usamos as nossas referências. O trabalho é entender que referências são essas”, explica Rodrigues.

“Se entendermos que existe valor na cultura do outro, dificilmente vamos desenvolver algum tipo de preconceito. Geralmente, o preconceito é a ausência de um olhar respeitoso e que não vê riqueza e importância no outro simplesmente porque ele ser diferente”, completa.

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Há esperança

Em relação ao impacto na vida dos alunos, Janine Rodrigues lembra de um garoto que aprendeu a lidar com o preconceito racial – manifestado por uma pessoa de sua família – a partir da leitura do livro Nuang – caminhos da liberdade, escrito pela criadora do projeto. A obra apresenta palavras do tronco linguístico Banto e foi chancelado pela Fundação Cultural Palmares por contribuir para a Lei nº 10.639/2003, que estabelece conteúdos sobre história e cultura afro-brasileira na escola.

“Com esse exemplo vemos que esse menino sente que tem potencial para transformar o olhar da sua família sobre esse e outros assuntos. As crianças educam muito a gente. Se pararmos para ouvir o que elas têm a dizer, aprenderemos muito com elas”, defende.

A caminhada

Fundada em 2015, a Piraporiando foi ter seu primeiro sócio em 2019, a Base2Edu, rede de educadores que acreditam em práticas transformadoras. Venda de livros, ações culturais de arte-educação em centros culturais e oficinas de formação para adultos com as seguintes temáticas: desenvolvimento de projetos pedagógicos literários, cultura afro-brasileira, criação e educação e diversidade completam as ações da startup.

O trabalho da Piraporiando já percorreu 16 estados, além da Colômbia e Chile, e atingiu mais de 17 mil crianças e seis mil educadores de locais como o Centro Cultural Aconchego, localizado no Rio de Janeiro, a Escola João e Maria, em Vinhedo, e a Árvore de Livros, que trabalha com escolas públicas e privadas.

startup pedagógica educação literatura Piraporiando
Janine conseguiu integrar seu amor à literatura a seu espírito empreendedor e criou a Piraporiando (foto: divulgação)

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Autor

Redação Ensino Superior


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