Educação superior pós-covid: o que aprender com a Coreia do Sul

Por lá as aulas presenciais já estão acontecendo. Área de check-up que mede a temperatura e ducha anticéptica são algumas das medidas adotadas para a prevenção do vírus

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A Coreia do Sul se tornou referência no combate ao novo coronavírus sem a adoção do lockdown. Até 11 de março, o país era o quarto com maior número de casos: 7.755 confirmados e cerca de 70 mortes. Contudo, os números começaram a declinar e hoje, 10 de junho, a Coreia tem 11.902 casos confirmados e 276 mortes. Provavelmente, tal realidade só foi possível porque o Estado coreano investiu em testes, rastreabilidade de todas as pessoas infectadas e, claro, no tratamento.

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“O governo reportou todo dia ao vivo a situação e de forma transparente para a população. Temos um centro coreano projetado para a covid-19 que controla a pandemia e que todos podem ver as informações. Nele se divulga estatísticas, onde estão as pessoas infectadas e diretrizes da pandemia”, conta Jun Hyun Hong, professor na Universidade Chung-Ang, em Seul, Coreia.

Jun Hyun é Ph.D. em Pesquisa e Análise de Políticas Públicas e já foi consultor para diversos ministérios. Em webinar realizado pelo Semesp e Consórcio STHEM, hoje, 10, ele contou como as instituições de ensino superior de seu país estão lidando com o atual cenário.

Os cuidados nas universidades da Coreia do Sul

Coreia do Sul
Foto: Shutterstock

A adoção pelas aulas online não foi imediata porque, segundo o professor, antes da pandemia não chegava a 1% as instituições coreanas que ofereciam esse tipo de modalidade. “Não tínhamos a experiência para fazer os cursos remotos, mas graças ao Ministério da Educação, que lançou um novo programa de reforma da educação, que estimula as universidades a implantar ensino remoto, estúdios para gravação de aula, a infraestrutura estava estabelecida”, revelou.

Tal apoio não quer dizer que de início não tiveram problemas. Por exemplo, assim como aqui, a capacidade de banda larga não era suficiente, falhando muitas das transmissões, gerando a necessidade de investimento nessa área e, com isso, despesas.

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Hoje o país vive a flexibilização das regras do isolamento. Muitas instituições de ensino fazem controle da temperatura, no caso, existe um espaço de check-up em que todos são avaliados e recebem adesivos que permitem a entrada no campus. Há ainda um aparelho em que ao passar, a pessoa recebe uma ducha anticéptica.

Sem contar que em diversas áreas há sinalizações reforçando a distância de pelo menos um metro. Na biblioteca, por exemplo, todos sentam apenas de um lado só e respeitam a distância.

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