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Para sobreviver com qualidade, faculdades precisam consolidar cultura empreendedora. Como fazer isso?

É preciso criar um ecossistema que conecte disciplinas, centros e outras iniciativas, afirma Fábio Reis, que neste artigo detalha alguns caminhos

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O serviço de admissão em faculdades The Princeton Review publicou o ranking 2021 de instituições que possuem cursos de graduação e pós-graduação com foco em empreendedorismo. Foram consultadas 300 IES e o ranking classificou as top 50. Única instituição participante da pesquisa que não é dos Estados Unidos, a Tec. de Monterrey, do México, ficou em 5º lugar, um excelente resultado. Vejam ranking das cinco primeiras colocadas:

1º. University of Huston

2º. Babson College

3º. Brigham Young University

4º. University of Michigan

5º. Tecnológico de Monterrey

Segundo o ranking do The Princeton Review, os fatores críticos de sucesso que levam uma IES a consolidar a cultura empreendedora são três.

Leia: Redes de cooperação, já pegou

Entenda esses fatores

  • Ser um celeiro de talentos: a IES precisa valorizar a criatividade, a disposição aos experimentos, a inovação e a capacidade de desconstruir e construir. O capital humano é visto como o principal ativo da instituição. Gestores, pessoal administrativo, professores e estudantes são convidados a se engajarem em ações e projetos que reforçam a cultura empreendedora;
  • Ser uma incubadora de ideias para novos negócios: a IES precisa criar mecanismos de incentivo para que professores e estudantes desenvolvam projetos que resultem em produtos, serviços, novas tecnologias e soluções para as demandas da sociedade. Para criar novos negócios, a IES precisa ter um ambiente aberto para a circulação das ideias e que incentive o empreendedorismo;
  • Ser uma instituição que desenvolve mentoria e transferência do conhecimento: a IES precisa acompanhar os projetos, criar startups, centros de empreendedorismo e outras iniciativas capazes de criar condições para transformar as ideias em novos negócios. As iniciativas empreendedoras precisam de acompanhamento via mentoria. Criar um ecossistema de inovação e empreendedorismo requer desejo institucional, projeto e investimento.  

Os três fatores apontados acima demonstram que ser uma instituição de ensino superior empreendedora não significa, necessariamente, ter disciplinas e centros de empreendedorismo como atividades isoladas. É preciso criar um ecossistema que conecte disciplinas, centros e outras iniciativas

Assista: Especialista explica como internacionalizar uma instituição ensino

O que explica o sucesso da Tec. de Monterrey?

  • Decisão estratégica dos gestores da instituição em criar um ecossistema de empreendedorismo por meio do planejamento e do investimento;
  • Reconstrução do projeto acadêmico institucional que instiga professores e estudantes a buscarem soluções para as demandas da sociedade;
  • Criação de diferentes iniciativas institucionais que fortalecem as atividades de empreendedorismo, que estão conectadas com o setor produtivo e que estimulam alunos e professores a criarem negócios;
  • Redefinição do perfil de professores, pois espera-se que eles desenvolvam projetos práticos, em cooperação com o setor produtivo. Um estudo na Tec. com mil professores envolvidos com o empreendedorismo demonstrou que 72% desenvolveram projetos reais de novos negócios.
  • Redefinição do perfil do egresso com foco na formação por competências e desenvolvimento de projetos reais. Nos últimos 10 anos, foram criadas em torno de 1.500 empresas pelos egressos.
cultura empreendedora
Foto: Freepik

Não tenho dúvida que, no Brasil, de modo geral, os gestores querem criar ou instigar a cultura empreendedora em suas IES. Se há vontade real, invista tempo de planejamento e recursos financeiros, priorize o empreendedorismo e evite ações fragmentadas.

Na atualidade, os gestores estão preocupados em manter a sustentabilidade da IES, o que é necessário em tempos de crise. Todavia, é um erro focar apenas no cotidiano, sem priorizar o que levará a IES a obter sucesso nos próximos anos.

Oferecemos atividades de empreendedorismo sem nexo com o mundo dos negócios e organizamos centros de empreendedorismo com pouco impacto institucional. Estas iniciativas são bem-vindas, mas não bastam. É preciso ter visão estratégica e saber institucionalizar a cultura empreendedora.

Nas campanhas de processo seletivo, prometemos aos estudantes um futuro próspero, a realização dos sonhos e a possibilidade de emprego. A concretização das nossas promessas dependerá do perfil do modelo acadêmico. Não basta dar o diploma aos estudantes em uma cerimônia de formatura, pois estaremos apenas diplomando em uma escala industrial. Não acredito em modelos inconsistentes de empreendedorismo e de inovação.

Faço uma “profissão de fé”: eu acredito no modelo acadêmico da Tec. de Monterrey, que é um celeiro de talentos, uma incubadora de ideias e uma instituição que sabe transferir conhecimento. A Unicesumar assinou um acordo de cooperação com a Tec de Monterrey. Tenho boas expectativas com os resultados da cooperação.

*Fabio Reis é diretor de inovação e redes do Semesp, diretor de inovação acadêmica da Unicesumar, presidente do Consórcio Sthem Brasil, professor do Unisal e pós-doutorando em Políticas Públicas pela Universidade de Coimbra.

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