A extensão como ponte entre instituição de ensino superior e a comunidade

Bem aplicada, prática se torna um pilar de sustentação do ensino superior, contribuindo para a formação profissional, integral, ética e humanística

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Por Fernanda Furuno*: Embora o Plano Nacional de Educação para o decênio de 2014 – 2024 tenha incluído a extensão universitária como obrigatória nas instituições federais de ensino superior, foi apenas em 2018 que o MEC reforçou esse tipo de atividade na graduação e pós-graduação. De acordo com a Resolução nº 7 do MEC/CNE/CES, a extensão deve compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular estudantil dos cursos de graduação orientados, principalmente, para áreas sociais.

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A ideia central é que a chamada curricularização da extensão aumente a valorização desta missão do ensino superior, para que as instituições cumpram seu papel social de aproximação prática com a população. A extensão universitária representa uma ponte permanente para os diversos setores da sociedade. Cabe a cada um levar conhecimento e assistência à comunidade, que compartilha seus feedbacks e reais necessidades – uma verdadeira troca entre as partes.

Pilar

O diferencial da curricularização é que ela deve alcançar a todos os estudantes, tornando o ensino e a pesquisa elementos intrínsecos em sua formação, buscando beneficiar a comunidade próxima às instituições.

A medida é fundamental para o desenvolvimento social e acadêmico brasileiro, visto que o modelo é parte do pilar de sustentação do ensino superior, contribuindo para a formação profissional, integral, ética e humanística.

extensão universitária
Foto: Envato Elements

Etapas

Para o ambiente acadêmico, a formação e preparação teórica dos universitários e a vinculação dos conceitos à prática são fundamentais. A norma da extensão apresenta esses conceitos voltados para a realidade social, de maneira a identificar, compreender, propor soluções e sanar problemas, com o objetivo de beneficiar a sociedade em geral.

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A instituição visita a comunidade, ou por vezes, pode receber pessoas em seu campus, gerando projetos que viabilizam a prestação de serviços e assistência. Portanto, ao comunicar-se com a realidade local, regional ou nacional, a instituição de ensino tem a possibilidade de renovar constantemente sua própria estrutura, seus currículos, suas ações e mentalidade, conduzindo-os para o atendimento da realidade do país.

No ponto de vista acadêmico, o modelo bem planejado, com uma estrutura bem definida e executada, permite a democratização dos conhecimentos dos diversos cursos e áreas, além de preparar o profissional com a estratégia do ensino-aplicação, e não somente a do ensino-transmissão. Várias instituições já praticam este tipo de ação, por meio de seus Projetos Integradores, em especial a área jurídica e de saúde.

Em tempos de covid

No contexto da pandemia, uma tendência que chega para ficar é certamente a possibilidade de realizar a extensão de maneira online ou híbrida. Para as universidades, é uma forma de cumprir a Resolução do MEC de 2018. Para os alunos, a experiência inequívoca de poder cumprir todos os créditos indo ao encontro de suas comunidades, mesmo que por meios virtuais.

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Com a possibilidade de engajar mais alunos e professores por meio de ferramentas online, que possibilitam gerar projetos pragmáticos, ao mesmo tempo desenvolvendo as competências socioemocionais e por meio de estratégias híbridas, novas possibilidades se abrem para que as instituições inovem seus currículos, cumpram seus compromissos, os alunos adquiram experiências significativas e, o que é melhor, as comunidades recebam em troca o que de melhor o meio acadêmico pode produzir para o seu desenvolvimento e diminuição das diferenças sociais.

A proposta da curricularização da extensão universitária é um ótimo caminho para o desenvolvimento da comunidade acadêmica com um todo, possibilitando um diálogo mais realista entre a pesquisa e a prática e o comprometimento e envolvimento com a sociedade.

*Fernanda Furuno é customer success manager da DreamShaper no Brasil. Atuou por mais de 15 anos na gestão de EAD em IES, é cofundadora do Guia EAD Brasil, membra do conselho de inovação da Abed e do conselho de relações institucionais da ANEBHI.

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