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A internacionalização como formadora de cidadãos globais e com knowledge economy

Além de desenvolver competências, o ensino superior precisa formar cidadãos globais preparados para usarem seus conhecimentos a favor do crescimento social

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O mercado de trabalho, seja ele brasileiro ou estrangeiro, cada vez mais exige que seus profissionais sejam, acima de tudo, cidadãos formados não apenas de capacidade técnica na sua área e de informações sobre o seu país de origem, mas também de soft skills e conhecimento que permitam uma atuação relacionada à solução de problemas em colaboração com times diversos, por vezes de outras nacionalidades. Ou seja, estamos diante de uma nova demanda para o ensino superior – esfera da educação que mais se aproxima dos aspectos de empregabilidade: a formação de cidadãos globais e inseridos na knowledge economy.

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Em tradução livre, knowledge economy significa “economia do conhecimento” e diz respeito ao modelo de relações em que o principal componente da agregação de valor, produtividade e crescimento econômico é o conhecimento.

knowledge economy
Foto: Shutterstock

E, ao contrário do que pode parecer, ela está presente em mais áreas do que conseguimos imaginar já que possui ligação direta com a globalização, principalmente nas atividades econômicas. 

Por outro lado, contando com forte apoio e foco da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), há um interesse crescente na Educação para a Cidadania Global (ECG), que sinaliza uma mudança no papel e no propósito da educação para construir sociedades mais justas, pacíficas, solucionadoras de problemas e inclusivas.

Ou seja, temos dois aspectos como os principais em todo esse contexto: conhecimento e relacionamento. E uma única esfera: o mundo todo. O avanço dos meios de comunicação e a inovação tecnológica como prática de desenvolvimento colocou praticamente todos os indivíduos que atuam com indústrias e parte dos serviços em um espaço sem barreiras geográficas – o que ficou ainda mais evidente com a pandemia da covid-19, já que a mobilidade ficou prejudicada, mas os negócios continuaram a acontecer.

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E isso automaticamente nos encaminha para o assunto da internacionalização, uma vez que ao falarmos sobre ser global e sobre ter conhecimento não apenas a respeito da sua microrregião como também do mundo, seus desafios e oportunidades, é bastante compreensível que pensemos em experiências internacionais, vivência no exterior e contato com diferentes nacionalidades.

Entretanto, a questão que fica aqui para refletirmos é que esse mesmo tipo de experiência pode ser pensado sem a necessidade de deixar sua terra natal. Isso é possível por meio dos currículos internacionais que, além do idioma, equipam seus alunos com conhecimentos, habilidades e valores de que necessitam para crescer como cidadãos globais no século XXI.

Estamos diante do momento oportuno para a implantação de mudanças conceituais, que reconheçam a relevância desse formato de educação para a compreensão e a resolução de questões globais em suas dimensões sociais, políticas, culturais, econômicas e ambientais.

A knowledge economy é justamente isso: ir além do desenvolvimento do conhecimento e de habilidades cognitivas e passar a construir valores e atitudes que facilitem a cooperação internacional, além de promover a transformação social.

Um possível caminho para o início pode ser pensar em modelos integrados de diferentes engrenagens que juntas formam esse ser do futuro. Elas passam pelo desenvolvimento da língua inglesa como meio de comunicação global, a adoção da tecnologia de informação e comunicação (TIC) e redes sociais para facilitar essas conexões globais e aprendizagem integrada de conhecimentos facilitadores da criação de soluções diversas.

 *Alberto Costa é Senior Assessment Manager de Cambridge Assessment English, departamento da Universidade de Cambridge especializado em certificação internacional de língua inglesa e preparo de professores.

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