PUC-Campinas é “universidade amiga do idoso”

Instituição é reconhecida após oferecer 200 vagas em oficinas gratuitas para o público 60+

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PUC-Campinas idosos
“Uma universidade que valoriza as pessoas à medida que envelhecem, valoriza a todos” (Foto: Envato Elements)

A PUC-Campinas é a primeira universidade da América do Sul a conquistar o título de integrante da Rede Internacional de Universidades Amigas dos Idosos. A associação reúne mais de 70 instituições de ensino superior na Europa, Ásia e América do Norte e é uma iniciativa da Dublin City University (DCU), da Irlanda. Para comemorar a certificação, a PUC-Campinas está oferecendo 200 vagas para oficinas gratuitas voltadas ao público 60+, desenvolvidas pelo Vitalità, Centro de Envelhecimento e Longevidade inaugurado pela Instituição em 2020.

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“O anúncio da PUC-Campinas como integrante da Rede Internacional de Universidades Amigas dos Idosos é o reconhecimento de muitos anos de ações da nossa instituição para esse público 60+. Agora, com o envelhecimento populacional como um dos eixos estratégicos da Instituição, intensificamos ainda mais esse trabalho por meio do Vitalità. Queremos trazer esse público para dentro da Universidade, criar e fortalecer uma cultura de integração intergeracional em nossos campi“, disse o Reitor Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior.

A vice-presidente da rede, Anne Sinnott, elogiou o comprometimento da PUC-Campinas com o tema do envelhecimento e disse que a entrada da Universidade trará mais representatividade e fortalecerá a associação. “Esta é uma rede em rápido crescimento, com desafio compartilhado de promover envelhecimento saudável e ativo por meio de pesquisas, de oportunidades de aprendizagem aprimoradas para pessoas ao longo das gerações, e de inovações para resolver problemas que afetam os adultos mais velhos”, disse.

Aprendizagem intergeracional

Para ser reconhecida como Universidade Amiga do Idoso, a rede faz uma série de exigências e análises dos trabalhos desenvolvidos, que devem seguir dez de seus princípios. Entre eles, estimular a participação dos idosos em todas as atividades-fim da universidade, incluindo programas educacionais e de pesquisa, e promover o desenvolvimento pessoal e profissional e apoiar aqueles que pretendem seguir uma segunda carreira.

Além disso, promover a aprendizagem intergeracional para facilitar o compartilhamento recíproco de experiências entre alunos de todas as idades. Também é preciso dar acesso a esse público a programas de saúde e bem-estar da Universidade e suas atividades artísticas e culturais, envolver-se ativamente com a comunidade e manter parcerias regulares com organizações que representam os interesses da população em envelhecimento.

“É uma grande conquista para a comunidade da PUC-Campinas. Uma universidade que valoriza as pessoas à medida que envelhecem, reconhecendo nisso um potencial, e está preparada para recebê-las, valoriza a todos, independentemente da idade. Todos se beneficiam neste processo do desenvolvimento de uma cultura do envelhecimento e de relações intergeracionais”, disse a Profa. Dra. Mariana Reis Santimaria, Coordenadora Acadêmica do curso de especialização em gerontologia e geriatria e do Vitalità.

Vagas 

Como forma de dividir a conquista com o público 60+ de toda a comunidade, tanto interna quanto externa, foram abertas as inscrições para 200 vagas gratuitas da oficina de ensino de tecnologia, que podem ser feitas pela internet. Outros cursos estão disponíveis ou serão abertos em breve. As inscrições e informações podem ser obtidas e feitas na página da Vitalità  

O Vitalità já realizou, desde 2020, uma série de cursos e oficinas on-line, por conta da pandemia, ensinando a utilizar recursos básicos de informática, em especial o uso de redes sociais, além de oficinas de canto, de cultivo de hortas sustentáveis e Clube de Leitura. O centro também estimula o desenvolvimento de ações e o envolvimento de estudantes e pesquisadores em projetos voltados para o público idoso, incluindo o oferecimento de bolsas e incentivos. Há projetos sendo desenvolvidos para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida e para detectar e evitar quedas de idosos, entre outros.

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