Com a pandemia, 423 mil alunos deixaram de ingressar ou evadiram do ensino superior

Informações são do Instituto Semesp que revela ainda um aumento de 29,9% de inadimplência. Evasão, rematrícula e novos alunos também compõem a pesquisa recém-divulgada

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O ensino superior privado brasileiro, que responde a 75% das matrículas desse nível de educação, perdeu 173 mil alunos (trancamentos, desistências e não rematrículas) e 250 mil que deixaram de ingressar no 2º semestre. Um total de 423 mil estudantes a menos por conta da pandemia, revela o Instituto Semesp na 4ª pesquisa sobre o Cenário econômico atual das IES privadas divulgada ontem, 19, e feita com 53 instituições de ensino.

Leia: 322 mil alunos podem não ingressar no ensino superior em 2021

A pesquisa mostra que a inadimplência, no primeiro semestre deste ano, foi de 11%, um crescimento 29,9% maior do que o mesmo período do ano passado.

alunos ensino superior
Foto: Envato Elements

O EAD é a modalidade com mais inadimplência (12,5%), enquanto cursos presenciais chegaram a 10,9%. Contudo, as mensalidades em atraso nos cursos presenciais apresentaram maior aumento nesse período, em torno de 33,1%.

SP e evasão

No Estado de São Paulo, a taxa de inadimplência no ensino superior privado ficou em 10,1% no 1º semestre de 2020, valor 47,7% maior que no mesmo período de 2019. Apesar da taxa de inadimplência ser menor que no Brasil (11,0%), as mensalidades em atraso no estado apresentaram maior variação nesse período (no Brasil o aumento foi 29,9%). Na região metropolitana de São Paulo, a inadimplência aumentou 43,3%, puxada pelo atraso do pagamento de cursos presenciais. Já no interior do estado, a variação chegou a 51,1% com taxa de 9,9%

Já a evasão ficou em 10,1%, um aumento de 14,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. No Estado de São Paulo, o trancamento e desistência chegaram a 11,2% no 1º semestre de 2020, valor 18,7% maior que no mesmo período de 2019. A variação na taxa de evasão foi maior no interior (aumento de 24,9%), onde a evasão atingiu 11,8%.

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Perfil

O público do ensino superior privado é composto por mais de 90% de alunos das classes C, D e E, segundo o Instituto Semesp.

Ou seja, são as classes que mais sofreram com os impactos da pandemia, como desemprego e perda de renda. “Consequentemente, as instituições de ensino superior viram a inadimplência e os trancamentos ou as desistências crescerem acentuadamente no primeiro semestre do ano”, destaca um trecho da pesquisa.

Mesmo repletos de desafios, as pessoas ingressaram no ensino superior, contudo, houve queda de calouros, o que para o setor é tido como frustrante. No caso, a queda com novos alunos chegou a 19,8% no segundo semestre deste ano em comparação ao segundo semestre de 2019, sendo uma redução de 38,2% para cursos presenciais e de 13,2% para cursos EAD. O impacto, percentualmente, foi maior para as pequenas e médias IES (queda de 35,4%).

O impacto não foi tão sentido nas rematrículas, que ficou em 89,7%, taxa 2,6% menor que no mesmo período de 2019.

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