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Falta de financiamento estudantil trava educação

Quando o jovem tem algum tipo de financiamento, a taxa de conclusão do curso no setor privado fica acima da verificada na rede pública (48%)

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Apesar do ponto positivo de crescimento do EAD, a taxa de escolarização líquida do país segue estagnada em 21,4%. De acordo com o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, isso acontece por duas razões.

“Primeiro, o EAD representa apenas 28,5% das matrículas totais do país. A modalidade ainda atinge um público mais velho, acima dos 30 anos, que não teve acesso ao ensino superior logo após concluir o ensino médio, não resolvendo a questão do acesso do jovem à educação superior”, avalia.

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Os números do censo da educação superior de 2019, divulgados pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e por Alexandre Lopes, do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, mostram um pequeno crescimento total de 1,8% de matrículas no ensino superior em relação a 2018. O EAD teve destaque – acompanhe os destaques abaixo e  página Indicadores, ao lado.

De acordo com os dados, a modalidade presencial registrou 3,8% de queda das matrículas (5,8% na rede privada). Segundo Capelato, a queda nos cursos presenciais evidencia que o país precisa ampliar as políticas de inclusão e de financiamento estudantil e também o número de vagas na rede pública.

É preciso ampliar o financiamento estudantil

“O percentual de alunos que concluem a graduação com Fies é de 61%, com ProUni, 59%, sem Fies ou ProUni apenas 36%”, cita. “Esses números reforçam a importância de não apenas aumentar o acesso dos jovens, mas também de garantir a sua permanência na instituição. Quando o jovem tem algum tipo de financiamento, a taxa de conclusão do curso no setor privado fica acima da verificada na rede pública (48%)”, pondera.

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finaciamento estudantil
Dados comprovam o impacto do financiamento estudantil na obtenção de um diploma. Na foto, Rodrigo Capelato

Credenciamento de IES

Os números do EAD não revelam o fato de que apenas 308 instituições de ensino podem ofertar essa modalidade de educação a distância. Segundo Capelato, são  quase 2 mil IES que não possuem credenciamento para a oferta de EAD. “Já passou da hora de revermos essa separação entre credenciamento presencial e EAD. É preciso acabar com essa concentração da modalidade, ampliando a diversidade desse tipo de oferta.”

O Censo revelou também um aumento da titulação dos docentes na rede privada. Em 2009, 14,4% das IES possuíam professores doutores no quadro de docentes. Em 2019, esse número cresceu para 28,9%. Em compensação, a quantidade de professores horistas caiu de 53% para 29,9% no mesmo período.

Destaques

✔  Matrículas totais: aumento de 0,1% nas IES públicas e de 2,4%
       nas IES privadas (a rede privada representa 75,8% do total de
       matrículas do ensino superior brasileiro);

✔  Matrículas em cursos presenciais: queda de 5,8% na rede
       privada e aumento de 0,9% na pública;

✔  Matrículas em cursos EAD: aumento de 21,7% na rede privada
       e queda de 8,9% na pública;

✔  A rede privada representa 93,6% das matrículas EAD;

✔  A rede privada representa 68,8% das matrículas presenciais;

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✔  Na rede privada, 35,1% das matrículas são em cursos EaD.
       Na rede pública, apenas 7,6% são EAD;

✔  A rede privada representa 88,4% do setor em número total de IES, 
       um crescimento de 3% em relação a 2018;

✔  Ingressantes em cursos presenciais: (considerando graduação
       e sequenciais): queda de 2,6% na rede privada e aumento de
       1,6% na pública;

✔  Ingressantes em cursos EAD: aumento de 19,0% na rede privada
       e queda de 48,2% na pública;

✔  Na rede privada, o número de ingressantes (calouros) em cursos
       EAD passou o presencial, representando 50,7% do total;

✔  De forma geral, o que está puxando o aumento do acesso ao
       ensino superior é o setor privado. Enquanto o número de calouros
       aumentou 7,3% nas IES privadas, caiu 3,7% nas públicas.

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