Mais da metade dos alunos querem provas não convencionais

91% também consideram o diploma universitário importante no ingresso ao mercado de trabalho. Pesquisa foi feita com 1.099 de 15 a 44 anos

SHARE
, / 0

O desenvolvimento de novos métodos de avaliação é o anseio de 60% dos estudantes de 15 a 44 anos entrevistados na pesquisa Expectativas do ensino no Brasil, da Minds & Hearts. Foram ouvidos, de 13 de setembro a 5 de outubro, 1.099 alunos dos ensinos médio e superior, das principais capitais e interior do Brasil, abrangendo escolas públicas, privadas e cursos extracurriculares.

Leia: Com a pandemia, 423 mil alunos deixaram de ingressar ou evadiram do ensino superior

Para 56%, o caminho está em romper com o modelo mais convencional de aulas, visando interatividade para uma maior troca de conhecimento entre alunos e professores. Já para 52%, o ensino deveria contribuir com a conscientização social, sendo assim, promovendo mais ações para combater o racismo de qualquer espécie. Mais da metade dos estudantes (60%) também afirma que seria importante se os professores fossem mais valorizados, principalmente em relação ao salário.

provas não convencionais
Para os estudantes, provas convencionais não dialogam com suas necessidades (foto: Oladimeji Ajegbile no Pexels)

Diploma

O diploma universitário continua tendo apreço para a entrada no mercado de trabalho. Em resumo, perguntados sobre a sua necessidade, 91% o consideram importante ou muito importante para o mercado. Somente 4% não acham relevante e 5% são indiferentes. Os alunos de escola pública são os que veem maior diferencial: 94%, contra 84% da rede particular.

Leia: Para aumentar matrículas no ensino superior é preciso investir na infância

A pesquisa apurou ainda que 62% dos que estão no ensino médio pretendem fazer Enem no próximo ano. Já 45% apontaram a necessidade de bolsas de estudos ou programa de financiamento. Fazer parte do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), para ser selecionado por alguma instituição pública, foi a resposta de 31% dos entrevistados.

Aula na pandemia

Somente 8% das pessoas entrevistadas já estudavam remotamente. Agora, por conta do isolamento social que ocorre desde março, 47% dos estudantes passaram a ter cursos online, 17% por videoaula, 16% fazem ambas as formas e 3% afirmaram ter aulas tanto online, com professor, quanto presencial. No total, 13% disseram que estão com as atividades educacionais interrompidas. Quando perguntados se estão gostando ou não das aulas online, 66% confessaram que estão odiando ou não aproveitando quase nada. Segundo a pesquisa, os alunos de escolas públicas são os que reclamam menos do sistema remoto.

Leia: Jovens periféricos narram as dores e alegrias de se tornarem universitários

Aliás, o estudo também perguntou quais seriam as partes positivas da educação online. Para 29% dos entrevistados o destaque positivo fica por conta dos recursos de tecnologia utilizados. Além disso, didática e metodologia foram apontadas por 16% dos estudantes.

Em contrapartida, quando questionada a parte ruim, ficou evidente que as aulas online deixam a desejar. Para 45% dos pesquisados, esse modelo faz com que aprendam menos. Na opinião de 42%, o problema é a falta de concentração. Ademais, 40% reclamam do excesso de tarefas e 37% sentem falta das aulas práticas e 36% reclamam de não conseguirem tirar dúvidas.

Leia também:

Ensino remoto: o planejamento das aulas é, mais do que nunca, uma necessidade

Procura por pós-graduação latu sensu mantém crescimento mesmo na pandemia

Artigos relacionados

Comentários

comentários

 youjizz

best replica watches

  blog.aidol.asia youngteens.net a-coon.com

PASSWORD RESET

LOG IN