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Pós-graduação EAD cresceu 288% durante a pandemia, revela pesquisa

Valor da mensalidade chega a ser quatro vezes menor em comparação a cursos presenciais


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Com especialização, remuneração média aumenta 120,5% (foto: Envato Elements)

O número de alunos em cursos de especialização ultrapassou 1,3 milhão, um crescimento de 4,8% só em 2021, é o que revela a Pesquisa de Cursos de Graduação e Pós-graduação (lato sensu), levantamento elaborado pelo Instituto Semesp e apresentado nesta sexta, 3. Especialmente na modalidade EAD, cujo valor das mensalidades chega a ser quatro vezes menor em comparação ao presencial, as matrículas atingiram 288%.

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Apesar do crescimento, o estudo aponta ainda que apenas 4,5% da população com 24 anos ou mais possui cursos de especialização e que o nível proporciona um aumento salarial de 120,5%. Para o economista Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, a pandemia e as incertezas econômicas foram um fator decisivo para o crescimento dos cursos de especialização.

“Quando há uma crise, as pessoas se preocupam em melhorar a empregabilidade, seja para garantir a permanência no emprego ou para conquistar uma nova vaga. E, sem dúvida, a melhor maneira para fazer isso é investir na formação”, afirma.

No quesito empregabilidade, os pós-graduados também estão melhor colocados: atualmente são 76,6% no mercado de trabalho, contra os 54% graduados. O pico no número de trabalhadores com nível de especialização entre 2016 e 2021, foi em 2019, quando atingiu a marca de 84,9%.

Pós-graduação predomina na rede privada e maior parte das matrículas são de brancos

O estudo revela ainda que a maior parte da oferta de cursos de pós-graduação se concentra na rede privada, com 90% e 173 mil cursos ativos, sendo 64% presenciais; 86% concentrados nas áreas de educação, ciências sociais, negócios e direito e saúde e bem-estar social. 

Apesar de uma queda sutil, ainda há predominância de alunos da cor branca entre os que frequentam cursos de especialização de nível superior no Brasil (716 mil alunos), o que representa mais de 60% do total, enquanto alunos de cor preta é de 48,7%.  “Houve uma discreta democratização do acesso nos últimos cinco anos, mas o Brasil ainda precisa avançar para garantir educação a todos”, pontua Capelato.

Já sobre o ingresso nos níveis mestrado e doutorado, apesar de ter ocorrido uma redução de 1,7% entre os anos de 2019 e 2020, houve um crescimento considerável de 18,1% em 2021, chegando a 441 mil matrículas.

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